Prefeita de Saquarema surfa onda de credibilidade e aprovação popular em seu segundo mandato, anunciando melhorias para o município

Manoella Peres, prefeita reeleita de Saquarema em novembro do ano passado, com expressivos 78,52% dos votos válidos, foi a 5ª gestora municipal mais bem votada nas eleições do ano passado, em termos percentuais, no Estado do Rio de Janeiro. E a expressiva votação que obteve se deve ao que ela chama de credibilidade. Sua popularidade aumentou em mais de 26% de 2016 para 2020, considerando que Manoella, quando eleita para o seu primeiro mandato, obteve 52,2% do total de votos válidos.

Formada em odontologia, com 40 anos de idade, Manoella é defensora do diálogo franco e sincero não só com a população do município, mas também com os servidores públicos da cidade. E atribui que o resultado de sua popularidade, constatado nas eleições, é uma resposta a tudo o que fez seu primeiro mandato.

“Fiz um programa de governo, e tudo o que foi proposto a gente foi fazendo durante o primeiro mandato. Então acho que isso gerou uma credibilidade na população.  O que eu percebi nas pessoas, principalmente durante a campanha (de 2020), era a compreensão de que o que a gente não fez não foi porque a gente não quis e sim porque realmente não conseguimos fazer. Porque dentro da administração pública a gente sabe que tem muita burocracia. Muitas coisas demoram mais do que o tempo que a gente gostaria. Mas o que a gente não conseguiu fazer no primeiro mandato a gente vai fazer no segundo mandato. As pessoas acreditaram no governo”, disse Manoella, acrescentando que, em razão da pandemia, houve atrasos em muitas coisas que estavam projetadas para o ano passado.

O salto no desempenho político de Manoella está relacionado ao modo como administrou a cidade em seu primeiro mandato. Ela minimizou a popular “arrumação de casa”, típica de todo governante que assume a chefia de um poder, afirmando que “não teve dificuldade com a parte financeira”. Manoella afirmou que assumiu o município com salários em dia e sem “muitas coisas para pagar”, enfatizando que sua principal política a ser implantada estava relacionada à valorização do servidor público municipal.

“Pegamos o governo com as contas e os salários em dia. Mas eu sentia falta de maior valorização de funcionários. A gente conseguiu criar o cartão alimentação, com valor inicial de R$ 300,00, e que no segundo mandato passamos para R$ 500,00. A gente também passou a oferecer uma ajuda financeira de R$ 100 para cada funcionário. E eu entendi que os funcionários não se sentiam muito valorizados em governos anteriores” – declarou a prefeita, citando ainda o programa de estágios do município. ”Os melhores estagiários a gente consegue efetivar” – acrescentou.

Ainda fazendo menção aos seus feitos iniciais, Manoella considerou importante a necessidade de se fazer investimentos na estrutura do município, mas disse ser fundamental o funcionamento eficiente da administração pública. “Claro que todo mundo quer uma cidade bem estruturada, com grandes obras, grandes escolas. Mas o que tem dentro do município tem que funcionar perfeitamente. Fizemos a ‘Clínica da Mulher’, e hoje a gente não tem fila para mamografia. A gente tem mamógrafo funcionando. Eu me lembro que uma funcionária de governos anteriores falar comigo que tinha vergonha de comemorar outubro rosa e não ter mamógrafo” – observou.

Uma dificuldade permanente da gestão Manoella Peres está relacionada às obras, cuja iniciativa deveria ser do governo do estado. “A gente tinha sim obras do governo do estado que a gente teve que fazer, mas que a gente ainda não conseguiu dar continuidade por uma série de problemas, mas assim que a gente tiver autorização legal. São situações que a gente consegue conciliar e fazer a coisa funcionar” – assinalou.

Etapa de obras de drenagem e pavimentação foi muito esperada por moradores da Turfa

CÂMARA MUNICIPAL PARCEIRA

A Câmara Municipal, composta por 13 vereadores, tem sido um poder aliado à gestão Manoella Peres. Desde que Manoella Peres foi empossada como prefeita, o Legislativo saquaremense é presidido pela vereadora Adriana de Vander (DEM), que pela terceira vez preside a Casa parlamentar. Sobre o relacionamento com o parlamento, Manoella declarou que “a atual presidente da Câmara é uma grande parceira e amiga e a gente consegue trabalhar junto”. E completou:

“Eu gosto muito de conversar com a população sobre o que está acontecendo. Então eu mostro para a população: Olha, eu estou enviando um projeto de lei pra Câmara e eu gostaria muito da aprovação dos vereadores. Então, eu coloco a população a par do que está acontecendo e eu chamo os vereadores também pra responsabilidade porque a gente tem que governar junto. Eu acho que o maior beneficiário quando a gente consegue conciliar os dois poderes – Executivo e Legislativo – é a população” – frisou.

RELAÇÃO COM OS GOVERNOS ESTADUAL E FEDERAL

Já no que se refere ao relacionado político com os governos estadual e federal, Saquarema conta com a articulação de Manoella Peres com o deputado estadual Pedro Ricardo, morador da cidade; e com o deputado federal Lourival Gomes. Segundo ela, os parlamentares são parceiros de primeira hora para aprofundamento do diálogo com os demais entes federativos, citando, inclusive, que Pedro Ricardo está intermediando a realização de projetos que o município depende burocraticamente do estado para dar andamento.

Devido às dificuldades financeiras que o estado do RJ atravessa, Saquarema tem assumido muitas responsabilidades que não seriam do município, principalmente nas áreas de saúde e segurança pública. Os repasses mensais de royalties do petróleo, na ordem de R$ 40 milhões, e o pagamento trimestral de participações especiais, permitem à Saquarema assumir essas despesas. “Claro que eu não acho justo quando a gente, município, tem que atuar e gastar o dinheiro do município relacionado a coisas que o estado deveria fazer. Mas quando o estado não tem condições de fazer, a gente também não vai ficar prejudicado porque a gente tem o dinheiro. O problema é a parte burocrática. Que a gente tem que ter respaldo legal para intervir em questões do estado com recursos municipais” – pondera Manoella.

Um dos exemplos exitosos de parceria entre Saquarema e o estado do Rio de Janeiro é o Programa Estadual de Integração de Segurança (PROEIS), custeado pelo município.

ILUMINAÇÃO PUBLICA E CÂMERAS DE MONITORAMENTO

Não é só o Proeis que reforça a segurança em Saquarema. Há em curso um projeto para triplicar o número de câmeras de segurança no município. E em termos de iluminação pública, o avanço é grande. A prefeitura deu início à substituição do sistema anterior de lâmpadas de vapor de sódio por luzes de led, e a promessa de Manoella é de, até o fim do seu mandato, instalar 21 mil pontos do novo sistema. “Estamos levando iluminação ao interior e para locais onde não havia iluminação, e vamos triplicar o número de câmeras de segurança em todo município porque a gente vê que os locais onde a gente está colocando mais iluminação cai o número de ocorrências” – sustenta.

TURISMO

A prefeita entende que a cidade deve melhorar no aspecto receptivo, para que as pessoas gostem de visitar a cidade. E isso passa pelo potencial esportivo de Saquarema, através não só do Surf mas também do jiu-jitsu e do voo livre. “Queremos um turismo de mais qualidade. Saquarema virou uma cidade veranista. Aí as pessoas vêm pra cá alugam uma casa, por vezes 20 pessoas, e que por muitas vezes não trazem muito dinheiro pra cidade” – frisou, citando, ainda, que já elaborou um inventário e o calendário de circuitos turísticos de Saquarema.

E uma das questões preponderantes para o incremento do turismo em Saquarema são os acessos à cidade. “A gente está nessa briga grande para melhoria dessas estradas. Na Amaral Peixoto, em Bacaxá, a via é muito movimentada, e tem lojas dos dois lados. E a gente quer fazer um traffic calming (moderação do tráfego motorizado). E a gente não pode por ser uma rodovia estadual. Só que a gente já perdeu pessoas ali, pessoas conhecidas, e essa burocracia atrapalha o andamento” -disse, complementando que a  estrada Latino Melo (estrada do Palmital), que liga a Via Lagos à Bacaxá, tem muitos buracos. Segundo Manoella, há um projeto de recapeamento em parceria com o governo estadual.

“O problema é a burocracia. Porque quando a gente vai intervir tem a burocracia por se tratar de uma rodovia estadual. Tem que ter uma solução pra que a gente não faça nada errado”, porque a gente responde por tudo” – avaliou, reforçando que as intervenções são necessárias e que não dá mais para ficar esperando, assegurando que o município não só quer a obra como pode custeá-la. 

INFRAESTRUTURA E MIGRAÇÃO POPULACIONAL

Com a pandemia, está havendo um movimento migratório de pessoas dos grandes centros para o interior. Isso já foi notado em Saquarema. E a consequência imediata é o aumento na fiscalização de construções irregulares e invasões. “Muitos lugares que não alagavam começaram a alagar por conta dessas construções” – assinalou. Manoela também menciona esforço para melhorar a estrutura da cidade.

“A gente está trabalhando muito na infraestrutura da cidade. A gente tem vários projetos para melhorar a parte turística de Saquarema. O nosso objetivo é oferecer infraestrutura mas sem fazer com que Saquarema se torne uma cidade grande, que é tudo o que não queremos. Nosso desejo é de crescer, mas sem os problemas de uma cidade grande. Sabemos que há muitas pessoas vindo pra cá, estamos construindo grandes escolas em nosso município, a cidade da saúde, um novo hospital, clínicas, a gente tem o projeto de construir uma universidade aqui no município para conseguir oferecer essa estrutura pra alguma instituição, porque a gente sabe que é necessário capacitar as pessoas aqui, oferecer educação” – observou Manoella.

A intenção do governo é de investir ainda mais em capacitação, através da oferta de cursos profissionalizantes no Centro de Capacitação já existente no município.

INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA

As obras em Saquarema estão avançando. E quanto mais é realizado no município, maior é a cobrança daqueles que anseiam por melhorias em seus bairros e ruas, principalmente nas redes sociais da prefeitura, onde as ações são publicadas. “Quando mostramos o que está sendo feito há muitas pessoas agradecendo, elogiando, e todos os outros comentários são pessoas pedindo por suas ruas”. Tem locais que a gente não conseguiu mexer porque a drenagem é muito complexa, como por exemplo, na Rua dos Funcionários, no Boqueirão, que está em projeto”, ponderou, explicando que as obras obedecem a um critério de prioridade baseado na densidade populacional das ruas, proximidade de locais onde serviços essenciais de saúde e educação são oferecidos. E ressalta que todas as obras e projetos executados no município estão de acordo com as licenças ambientais. “Tem coisas que gostaríamos de fazer e não é possível por conta da necessidade de licenças ambientais – frisa.

“Quando eu entrei, queria que as pessoas soubessem que o gestor desse município era uma mulher. Então eu queria melhorar as praças, mexer na orla da lagoa e em todo lugar que fosse um atrativo turístico para que a cidade ficasse bonita. Eu levei quase que 3 anos para conseguir mexer nas praças porque a burocracia demora. Hoje, as praças são bonitas na cidade. Temos também o projeto de uma praça em cada bairro. Não é só o Centro da cidade que está sendo feito. Porque a gente sabe que tem bairros mais para o interior”.

PANDEMIA

Sobre a pandemia, Manoella enfrentou dois desafios: cuidar de seu filho, internado num CTI, tão logo houveram os primeiros registros de casos no país e, ao mesmo tempo, gerir Saquarema. O jovem, Enrico, se recuperou. Ela disse que decretou todas as medidas protocolares de distanciamento e isolamento social, e também de ordem sanitária, preconizadas pela Organização Mundial da Saúde e, além de exercer a fiscalização de seu cumprimento. Sobre a vacinação, ela segue rigorosamente o Plano Nacional de Imunização, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo ministério da Saúde e pela secretaria estadual de Saúde.

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