Prédio abandonado pode ser a origem de arrombamentos

Augusto Aguiar

No dia 20 do mês passado, várias ocorrências de arrombamentos a estabelecimentos comerciais, seguidos de furtos de objetos e mercadorias, foram registrados na Delegacia do Centro de Niterói, a 76ª DP. Pelo menos três deles foram praticados ao longo da Rua Marechal Deodoro, durante a madrugada. Na ocasião, uma loja especializada em artigos para festas, uma pensão, e um outra loja que estava vazia foram arrombadas.

Para quem trabalha ao longo da mesma rua a origem do problema está em um velho imóvel abandonado há anos, onde funcionou a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), situado quase na esquina com a Rua Visconde do Rio Branco. No local,já depredado, os comerciantes informaram que usuários de drogas invadem suas dependências e de lá saem durante madrugada para praticarem furtos em ruas adjacentes e outros pontos do Centro.

Alguns comerciantes, que evitam fazer muitos comentários, por temerem represálias violentas, disseram que ao contrário de outros pontos do Centro, aquele trecho da rua não dispõe de câmeras de monitoramento para identificação de arrombadores. Já a Polícia Militar informou que frequentemente realiza ações no local

“Nós já efetuamos várias detenções ali no local. É preciso ter o reconhecimento. Realizamos várias abordagens durante a madrugada inteira, conduzimos para a delegacia”, afirmou o comandante do 12º BPM, coronel Sylvio Guerra, deixando claro que é necessário reconhecimento dos infratores.

Há dois anos, A Tribuna já havia denunciado a situação de abandono do velho prédio desativado. De lá pra cá, nada mudou. O lixo e o mato já tomaram conta de tudo e sua fachada está ainda mais depredada. Em 2018, a Sefaz havia informado que estava em análise pela Secretaria de Estado de Cultura a inclusão do imóvel no Programa de Ocupação Cultural (POC). O projeto transformaria o local em um complexo de cultura, com salas de leituras e espaço multicultural. Ainda de acordo com a Secretaria Estadual de Cultura, a coordenação seria da própria pasta, sob gestão compartilhada com prefeituras, instituições culturais sem fins lucrativos, ou da iniciativa privada.

O imóvel pertence ao Governo do Estado, que informou através de nota: ” Por se tratar de um imóvel tombado, a Secretaria de Planejamento e Gestão está em contato com o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) para verificar a possibilidade de cercar provisoriamente o imóvel, impedindo a entrada de pessoas não autorizadas, e realizar manutenções até que seja definida uma nova ocupação para o prédio”.

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