Preço do leite cresce 28% em todo Brasil

Raquel Morais –

Um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostrou que o preço do leite está 28% mais caro em todo o Brasil. O resultado do estudo está atrelado ao crescimento da produção, a crise no abastecimento por conta da greve dos caminhoneiros em maio e também da diminuição do consumo do leite. Os fatores facilitam o aumento no preço em mercados de todos os bairros de Niterói. Há que se prestar a atenção na variação dos valores: a embalagem de um litro pode custar entre R$ 3,29 e R$ 6,99, uma diferença de 112,46%.

Outra questão que implica nesses valores são as diferentes marcas e tipos (integral, desnatado, semidesnatado, entre outros). Na Região de Pendotiba, o litro pode ser encontrado a R$ 3,29, o mais barato da pesquisa. No Centro, a mesma marca foi encontrada a R$ 5,25. Já a versão zero lactose estava sendo vendida a R$ 6,99.

O Cepea divulgou que, no momento, a demanda ainda está fraca. Mas a restrição da oferta está pesando mais, impulsionando a valorização. O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do Estado (Sindilat-RS), Alexandre Guerra, acrescentou que o baixo crescimento da produção em junho e o vazio no mercado causado pelas manifestações nas estradas ajudam a explicar o momento atual. Mas o consumidor e o produtor têm motivos para se animarem já que a estimativa da indústria é de manutenção dos preços para os dois segmentos.

Os derivados do leite também estão com preços salgados. Na Zona Norte de Niterói, o quilo do queijo minas está sendo vendido R$ 6 mais caro. No Centro, a bandeja de iogurte com oito unidades está sendo comercializada por mais de R$ 11 e copo de requeijão chega aos R$ 7 em mercados do Ingá, por exemplo.

O SindLat-RJ explicou que os derivados lácteos atendem a uma considerável parcela da exigência diária de proteínas, vitaminas e minerais. Esses alimentos oferecem cálcio prontamente disponível para o fortalecimento dos ossos, principalmente durante a adolescência, onde aproximadamente 60% da massa óssea é adquirida.

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