Preço do aluguel comercial em Niterói não cai desde janeiro

Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) apontam o aumento de 16,1% do fechamento de comércios na cidade de Niterói desde março desse ano, por conta da pandemia do coronavírus. A impossibilidade de pagamento do aluguel, a falta de negociação dos proprietários e até a ausência de expectativa de retorno para alguns segmentos estão diretamente ligados aos fechamentos. E paralelo a isso um levantamento do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio) aponta que mesmo com esse cenário negativo o valor do aluguel do metro quadrado na cidade não abaixou em nenhum mês desde janeiro, no comparativo com o primeiro semestre de 2019. A média do preço no primeiro semestre de 2019 foi de R$ 28,60 e a média de 2020 no valor de R$ 29,95.

Em janeiro de 2019 o m² custava R$ 28,75 e em janeiro de 2020 está R$ 29,55. Na análise dos meses no comparativo do ano passado e esse ano só foram registrados aumentos, mesmo a partir de março por conta da pandemia do coronavírus. Porém em abril avariação foi muito pequena o que mostra uma desaceleração. Em fevereiro passado m² custava R$ 28,56 e nesse ano R$ 29,93; março de R$ 27,99 aumentou para R$ 30,31; abril de R$ 29,06 para R$ 29,98; em maio de R$ 28,27 para 29,72 e em junho de R$ 28,98 para R$ 30,21.

O presidente em exercício, Manoel Alves Júnior, contou que com a pandemia houveram muitas negociações mas também teve muitos proprietários que não negociaram. “Tivemos proprietários que chegaram a conceder descontos de até 50% no valor do aluguel. Teve proprietário que suspendeu o aluguel e cobrou apenas as taxas dos empresários. Mas também aconteceu de não ter negociação e infelizmente muitas lojas foram entregues. Foram 100 dias parados. Com compreensão diálogo, negociação e união conseguimos superar todas as nossas dificuldades. A prefeitura tem plano de retomada da economia em várias áreas. E essas ações de retomada da economia vão surgir novos negócios e esses pontos novamente ocupados. Vamos recuperar isso. As relações de consumo vão mudar e as lojas estão mais preparadas, os empresários dando mais importância para o comércio online, ao delivery e também de estar nas redes sociais. As lojas físicas são importantes mas também temos novos meios de consumo”, frisou.

Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, para os contratos existentes teve uma negociação de média de 50% nos valores dos aluguéis. “Teve uma grande negociação de imóveis comerciais de contratos existentes devido a queda de receita dos inquilinos. Mas em relação a novas locações não teve um movimento de abaixar o preço para alugar. Não sabemos os planos futuros e está todo mundo esperando para saber o que vai acontecer. Não é momento de valorização mas também não é de queda, estamos em um período de pequenas variações”, finalizou.

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