Preço de frutas e legumes até caem, mas exigem pesquisa

Geovanne Mendes –

Ir às compras nos supermercados ou nos chamados hortifrutis é uma tarefa que todo mundo é obrigado fazer e em épocas de crise e preços elevados torna-se uma dor de cabeça para o consumidor, que deve bater perna e pesquisar bastante para que o preço salgado de alguns legumes, hortaliças e frutas não azede o humor na hora de passar no caixa. Os preços da banana, laranja, alface e batata caíram nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. É o que revelou o levantamento divulgado nesta terça-feira (29) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A boa oferta da batata e a diminuição do consumo da alface, devido ao clima frio, influenciaram o registro de preços mais baixos no atacado.

Em Niterói, o consumidor tem que pesquisar bastante para conseguir boas ofertas. A cozinheira Miriane Vicente da Silva, de 26 anos, não reclama de gastar sola de sapato em busca de preços menores. Desistiu de comprar quiabo, cujo quilo estava custando R$ 6,98, e também a vagem, que estava sendo oferecida a R$ 9,98.

“Não está tão simples encontrar boas ofertas. O quiabo, por exemplo, custava R$ 4,98 na semana retrasada e agora está quase R$ 7. Eu deixo de levar e compro batata calabresa, que custa R$ 0,98, o quilo. A gente tem que se adaptar aos preços, cozinhas receitas novas, que sejam mais em conta”, comenta.

Na contramão desses produtos, a cebola teve alta de preços nas Ceasas analisadas devido a menor oferta no mercado, uma vez que foi registrada redução na área plantada em vista da limitação hídrica e dos baixos preços do produto durante o ano passado e no primeiro semestre deste ano, em Niterói a média de preços do quilo é de R$ 4,98. Já a cenoura não apresentou tendência uniforme, uma vez que há transição entre duas safras. Com isso, a oferta do produto em algumas regiões foi capaz de abastecer o mercado, influenciando na baixa dos preços, como ocorre em diversos bairros da cidade, onde o quilo do legume é vendido por R$ 2,98. No mês de julho, o preço era de R$ 3,38, ou seja, uma redução de 11,83%.

A dona de casa Maria Conceição, de 44 anos, queria comprar um quilo de pimentão amarelo para fazer o seu famoso bobó de camarão, mas desistiu. O quilo da hortaliça é vendido a R$ 17,98.

“Eu queira muito levar o pimentão amarelo ou o vermelho, mas desisti, muito caro. Vou levar o tradicional pimentão verde que custa R$ 3,98 o quilo,”comenta.

Frutas
A banana e a laranja foram as frutas que registraram melhor oferta e, em consequência, um menor custo ao comprador atacadista. A melancia, por sua vez, teve oferta menor e acabou ficando mais cara nas centrais pesquisadas. Com o mamão houve uma leve diminuição da oferta, tanto do papaya quanto do formosa. Essa pequena variação do produto no mercado fez com que a fruta não registrasse desempenho uniforme. Já no caso da maçã, os preços se mantiveram estáveis.

Além dos produtos analisados, outras hortaliças apresentaram recuo geral nos preços, como aspargos (-22%), abobrinha (-7%) e chuchu (-4%). A tendência de queda seguiu também em frutas como ameixa (-25%), morango (-16%), pera e uva (-6%).

A aposentada Célia Maria Pessanha sabe muito bem o que levar em época de pouco dinheiro no bolso. Em invés de levar o quilo da banana prata, que custa R$ 3,48, ela preferiu comprar a banana d’água, cujo quilo é vendido por R$ 2,48, uma diferença de 28,74%.

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