Preço de alimentos segue tendência de alta para 2017

Aline Balbino

Além de pouco dinheiro no bolso, muitos consumidores tiveram que lidar com diversos aumentos, principalmente no setor alimentício no ano de 2016. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira (11) que itens da cesta básica que tiveram aumentos exponenciais em 2016. Segundo o Instituto, o grupo Alimentação e Bebidas exerceu a maior influência sobre os índices do mês e do ano. Após recuar de 0,26% para 0,18% de outubro para novembro, o IPCA voltou a subir (0,30%) sob influência da aceleração dos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,20% em novembro para 0,08% em dezembro).

“Os alimentos que mais aumentaram, em 2016, foram feijão, arroz, açúcar, óleo de soja, carne, café, leite e legumes. No início de 2017, o açúcar, feijão, carne, leite e legumes já estão estabilizados”, disse o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz.

Os alimentos subiram devido ao cardápio consumido em casa (de -0,47% em novembro para -0,05% em dezembro). Apesar de alguns produtos alimentícios em queda, como frutas e legumes, outros produtos apresentaram um aumento substancial de preço – é o caso do feijão mulatinho, o preto, a tangerina, manteira, leite, farinha de mandioca entre outros. O quilo do feijão que custava aproximadamente R$ 4,99, passou para R$ 9.

“A tendência é que os preços continuem assim, que não haja nem queda nem aumento. Estamos mantendo os mesmo valores de dezembro porque entendemos que o cliente já está arcano com muitos aumentos e não queremos perder o consumidor. Notamos um aumento grande no preço dos produtos. O feijão aumento em 30%”, disse Márcio Narcizo, gerente do mercado Nando, em Icaraí.

A advogada Tânia Goulart, notou um aumento significativo no preço do feijão e do açúcar. Para fugir dos altos valores, ela faz pesquisas antes de comprar.
“Não saio comprando tudo que vejo, primeiro eu pesquiso, vejo onde o preço está melhor. Por causa da crise, eu passei a comprar o que é necessário”, disse.

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