Preço da gasolina em Niterói continua nas alturas

Raquel Morais –

A paralisação dos caminhoneiros ainda causa reflexo, principalmente no bolso dos brasileiros. Um dos setores mais atingido foi o de combustíveis e, após corrida intensa de motoristas em busca do abastecimento com gasolina, essa ainda está com preços bem elevados nos postos de Niterói. A diferença de preço no comparativo entre antes da paralisação e depois chega aos 18,18%, no Barreto, na Zona Norte.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulga semanalmente os preços dos combustíveis nos municípios. Em Niterói, o valor médio, entre 20 e 26 de maio, foi de R$ 4,911, sendo o valor mínimo de R$ 4,499 e o máximo de R$ 5,197 por litro. Mas na análise de todo o mês de maio a diferença entre os valores praticados é exorbitante. Na pesquisa de preço da ANP do dia 10 de maio, o posto Novo Rio, bandeira branca, estava vendendo a gasolina por R$ 4,399 o litro e na última sexta-feira (25) estava sendo comercializada por R$ 5,199, aumento de 18,18%. O posto BR, em São Francisco, o mesmo combustível custava R$ 4,999 em 16 de maio e na sexta estava sendo vendido também por R$ 5,199. O posto Shell em Icaraí, comercializava a gasolina por R$ 4,899 e também aumentou pelo mesmo valor de R$ 5,199, uma diferença de 6,12%.

A Petrobras voltou a aumentar o preço da gasolina depois de cinco quedas consecutivas. O preço nas refinarias subiu 0,74% e passou a ser de R$ 1,9671 por litro. Em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumulou alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977. O percentual de aumento que deveria ser repassado para o consumidor daria uma diferença muito menor do que o atual preço praticado. Usando os mesmos postos como exemplo: o Novo Rio (R$ 4,399 por R$ 5,199) deveria estar vendendo por R$ 4,43 o litro; o posto BR (R$ 4,999 por R$ 5,199) por R$ 5,03 e o posto Shell (R$ 4,899 por R$ 5,199) por R$ 4,93.

Um motorista que não quis se identificar disse que os postos de combustíveis funcionam com valores absurdos ‘acima do que seria aceitável em termo de variação de preço’, conforme explicou. Ele disse ainda que qualquer tipo de desconto seria benéfico para as contas do final do mês em sua casa. O jovem explicou gosta de encher o tanque de gasolina do seu veículo (50 litros) todo mês. Usando os valores citados na matéria, se ele abastecesse, na Zona Norte, com o valor antigo (R$ 4,399) gastaria R$ 219,95 e com o aumento dos 0,74% esse valor saltaria para R$ 221,50 e com o real aumento que o posto está praticando esse valor sobre para R$ 259,95.

Combustíveis devem estar normalizados até segunda
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes e de Lojas de Conveniência (Sindcomb) do município do Rio de Janeiro prevê que o abastecimento nos cerca de 850 postos da capital fluminense estará normalizado até esta segunda-feira (04).

“Com o feriado de ontem e a consequente redução do número de veículos em circulação, a procura diminuiu, e hoje já é possível detectar mais postos com combustíveis disponíveis e também menos filas formadas por motoristas querendo abastecer seus veículos”, informou a assessoria do sindicato.

Praticamente todos os postos da capital já receberam combustível, embora em alguns o produto ainda esteja em falta, devido à grande procura dos últimos dias.

O levantamento aponta pelo menos três postos que, por questões de logística, ainda não receberam nenhuma quantidade de combustível: dois em Pilares e um no Engenho de Dentro, na zona norte.

O Sindcomb informou que, também em função da logística, os postos da Barra da Tijuca, na zona oeste, foram os que mais receberam combustíveis desde a última segunda-feira (28), quando o reabastecimento dos postos teve início, ainda que de forma precária.

O abastecimento foi intensificado a partir da noite de terça para a madrugada de quarta-feira, embora os caminhões-tanque ainda tivessem que circular no trecho entre as distribuidoras e os postos com escolta das forças de segurança.

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