Prática de Voo Livre em Niterói ganha mais adeptos

Dados da Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL) apontam uma taxa de crescimento médio dos praticantes do esporte, asa delta ou parapente, de 5% no comparativo com os últimos três anos. Atualmente são mais de três mil atletas confederados e a procura por esse tipo de experiência reforça a importância do respeito as regras e instruções para evitar acidentes. Pistas homologadas, equipamentos de segurança, credenciamento em instituições federadas e entendimento das condições climáticas são algumas medidas que devem ser adotadas antes da prática do esporte. O aumento do número de acidentes envolvendo o voo livre e também outras modalidades, como o speed fly, chama atenção dessas instituições para melhor fiscalização dessas práticas.
A Prefeitura de Niterói informou que na cidade há quatro pontos permitidos para salto: dois no Parque da Cidade e dois na Praia do Sossego. Por conta do número crescente de praticantes da modalidade, a administração municipal informou ainda que está estreitando o diálogo com membros das associações, com o objetivo de ajudar na elaboração de regras e condutas para a prática segura do esporte. E essa falha na fiscalização e regulamentação também foi apontada pelo vice-presidente do Clube Oceânico de Voo Livre (COVL), Marcelo Wellber, que também atua no Parque da Cidade. “É muito importante que a pessoa que queira fazer o voo livre procure um profissional legalizado pela Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL), através da conferência da carteirinha de identificação”, contou o professor.
Mas as práticas para um voo seguro esbarram também em uma questão de fiscalização mais profunda. Atualmente, as rampas em espaço público não possuem fiscalizações mais efetivas e qualquer pessoa pode oferecer o serviço para essa experiência. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pelo espaço aéreo, por sua vez explicou que a prática é autorizada somente em espaços de voo designados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e em Niterói reconhece apenas as do Parque da Cidade. Ainda segundo o órgão, devem ser cumpridas as regras operacionais de forma a não expor a risco pessoas no solo ou o sistema de aviação civil.
O presidente da CBVL, Alberto Petry, contou as modalidades estão crescendo cada vez mais, principalmente em todo o Rio de Janeiro, que tem um potencial turístico muito grande. “O Rio é o primeiro destino de turismo no Brasil. Com esse crescimento é importante também tomar cuidado na hora de escolher o profissional para minimizar a possibilidade de acidente”, contou.
Atualmente são 380 instrutores federados em todo o país, 166 destes estão no Rio de Janeiro e Niterói conta apenas com 19. O agente de endemias Rogério Ferreira, de 48 anos, faz parte dessa estatística e possui carteira da Confederação há apenas dois anos. “Comecei por curiosidade e me apaixonei. É um momento de conexão com a natureza e uma liberdade e uma paz que não tem como explicar. Eu sempre levo comigo um pouco de medo, e ao mesmo tempo é ele que me deixa seguro e atento”, contou.
A Anac classifica o esporte como radical e de alto risco, fortemente dependente das condições meteorológicas e geográficas locais, questão reforçada pelo instrutor Marcelo Wellber. “Os equipamentos devem ser sempre conferidos, os fios e os mosquetões. O uso de capacete é obrigatório e é recomendado bota e calça para minimizar os impactos em caso de acidentes”, pontuou.
Em relação aos acidentes, os amantes do voo livre comentam que o esporte é seguro. “Nós temos que ter respeito e atenção ao clima e aos equipamentos. Também contamos com a experiência de voo. É claro que é uma modalidade radical, mas todas essas medidas minimizam a possibilidade do erro”, completou.
A Anac frisou que as práticas aerodesportivas são consideradas de alto risco por sua natureza e características. Como em outros esportes radicais de caráter lúdico e esportivo, as habilidades e os conhecimentos de cada praticantes são diferenciados, cabendo aos desportistas a responsabilidade pela segurança da operação. Aos órgãos de aviação civil cabe garantir a segurança das pessoas não envolvidas.

Um comentário em “Prática de Voo Livre em Niterói ganha mais adeptos

  • 21 de agosto de 2019 em 09:30
    Permalink

    Ganhou mais adeptos porque o PNC, novo Clube de Niterói há 2 anos vem brigando pela LIBERDADE da pratica desportiva, que antes estava cerceada pela pratica abusiva do COViL em parceria com a CBVL, de cobrar taxas ilegais para decolagem e exigência de filiação da Federação Estadual e a CBVL.
    Quando o PNC surgiu, acabamos com essa pratica e orientamos os desportistas de seus direitos.
    A ANAC hoje só exige que o desportista tenha conhecimentos mínimos sobre o Espaço Aéreo, fazendo uma prova e após aprovação, emitindo um CERTIFICADO no site da ANAC que pode ser conferido por qualquer pessoa. Basta pesquisar pelo nome do desportista.
    No mesmo modo a ANAC determina que para os voo duplos de INSTRUÇÃO e a Formação de Novos Pilotos, o Instrutor deverá ter o Seguro R.E.T.A., um seguro especifico para aviação, que protege tripulantes e pessoas, bem moveis e imóveis em solo.
    Quem for iniciar no Esporte deve estar atento a isso e COBRAR o Certificado e o Seguro R.E.T.A.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *