Posto do Detran em Niterói em tempos de crise

Raquel Morais –

O posto do Detran no Fonseca, Zona Norte de Niterói, dá sinais de abandono. Mato alto que invade o pátio, placas de carros e motos em locais de fácil acesso do público, em vez de estarem guardadas, banheiros com portas e maçanetas quebradas e a área de atendimento bem comprometida, com cadeiras em péssimo estado de conservação.
A queda no número de vistorias, que agora não é mais obrigatória para muitos casos, pode estar relacionada com a falta de cuidado com o posto. Na parte externa da unidade, na pista de entrada e saída, o mato alto está chamando atenção de motoristas e pedestres. Todo o percurso que o motorista deve fazer para ter atendimento está cercado de mato e até árvores tomam conta do local.

As placas de veículos que foram trocadas também não estão guardadas em um lugar seguro. Ao contrário, estão empilhadas e apenas cercadas por três cones para chamar atenção dos passantes. Além disso, problemas em equipamentos básicos, como banheiros, alarmam usuários, assim como danos na estrutura de atendimento, que está comprometida com cadeiras e balcões quebrados, e pisos faltantes no chão.

“Esse posto sempre foi muito movimentado e agora ele está quase abandonado. Antes tinham grandes filas e agora é vazio e um espaço grande muito estranho. O mato alto está quase invadindo a pista de quem precisa passar com o carro. À noite esse lugar pode ficar até perigoso”, contou o motorista de aplicativo Diego Pessanha, de 25 anos, que esteve no posto de Niterói na semana passada, mas não conseguiu finalizar o procedimento.

O licenciamento anual dos veículos só é obrigatório em alguns casos, como para veículos de carga, de transporte escolar, de transporte coletivo de passageiros, para transferência de propriedade, alteração de informações como troca de município e alterações nas características do veículo.

O Detran foi questionado sobre os problemas na unidade de Niterói e informou que ‘o posto faz, em média, 490 atendimentos por dia. A unidade realiza todos os procedimentos relacionados ao registro de veículos, inclusive a vistoria nos casos ainda necessários. Em relação aos demais questionamentos, o Detran está ciente da situação e trabalha para que os reparos necessários sejam realizados o mais rápido possível’.

DOCUMENTO GNV

Um ofício do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para o Detran-RJ alterou a documentação exigida para carros com Gás Natural Veicular (GNV). Agora passam a valer os Certificados de Segurança Veicular (CSV) emitidos no mesmo ano do licenciamento anual, com permissão de uso anual. Atualmente, o documento poderia ser usado por dois anos sem passar pelos testes de segurança, caso seja emitido antes da data da vistoria.

O Detran informou que seguia a interpretação definida no artigo 3º da Portaria Inmetro nº 104, de 18 de abril de 2006, que estabelece que “as inspeções periódicas de segurança dos veículos rodoviários com sistema de gás natural, realizadas por Organismos de Inspeção Acreditados (OIA) ou Entidade Técnica Pública ou Paraestatal (ETP), devem ser feitas a cada 12 (doze) meses, a partir da data de instalação”.

O posicionamento do Denatran, enviado a todos os departamentos de trânsito do País, chegou ao Detran do Rio e, desde a última segunda-feira, esta interpretação foi adotada. Portanto, há necessidade de apresentação de novo Certificado de Segurança Veicular (CSV) a cada renovação do exercício de licenciamento, ou seja, mesmo que o CSV apresentado no exercício 2018 esteja na validade, deverá ser apresentado um novo CSV para renovação do exercício em 2019.

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