Postes ameaçam comunidades do Centro de Niterói

Postes que estão sustentados apenas pela fiação, ferragens expostas e muito, mais muito “jeitinho brasileiro” para contornar a situação. Os moradores das comunidades da Chácara e do Arroz, no Centro de Niterói, além da Ponta da Areia, reclamam das péssimas condições dos postes de energia em alguns pontos. O perigo é eminente e a problemática já se arrasta há anos sem que a empresa responsável atenda aos pedidos de reparos.


Na Rua Doutor Celestino, perto do número 78, um poste está há anos sem manutenção, com as ferragens expostas e a situação é tão grave que o ferro está corroído. Na Rua Jornalista Moacir Padilha, altura do número 276, outro equipamento também está ameaçado. Há anos o poste vem apresentando sinais de que está caindo e a diferença de alinhamento quando comparado aos outros é muito expressiva. Na mesma rua na altura do número 315 a base danificada do poste chegou a ser concretada pelos próprios moradores.

A presidente da Associação de Moradores do Morro da Chácara e do Arroz, Caroline Leite, afirma ter tentado contato com a Enel pedindo conserto.

“Eles podem cair a qualquer momento. Na comunidade da Chácara precisamos com muita urgência de ajuda esse poste pode cair. Já mandei ofício e já entrei em contato com a Enel mas ninguém aparece. Está muito perigoso”, implorou.

A moradora da Chácara, Valéria Nunes, de 43 anos, também tem motivos para reclamar.

“Tenho medo que esses postes possam cair na cabeça ou na casa de uma pessoa. Tinha que ter mais atenção com a comunidade. Se acontece um problema desse na Zona Sul eu não acredito que ficaria meses sem conserto. Espero que essas questões sejam resolvidas o mais rápido. É uma tragédia anunciada”, desabafou a auxiliar de serviços gerais”, afirmou.

Na Ponta da Areia também foram registrados cinco postes que estão oferecendo risco para as pessoas. Na Ladeira Major Rocha, na altura do número 590 (após a Igreja de Nossa Senhora da Penha), na Rua Miguel de Lemos na altura do número 34 (na frente da Mecânica Amazonas), na Rua Barão de Mauá na altura do número 350 (na frente do primeiro quiosque), na Rua São Diogo na altura do cruzamento com a rua Visconde de Itaboraí (em frente ao Cond. Mirante do Rio) e na Rua São Diogo na altura do cruzamento com a rua Barão do Amazonas (em frente ao Cond. Mirante).

A Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit) também já tentou resolver o problema através de uma parceria com a Enel.

“Temos uma parceria e realizamos uma reunião toda segunda terça-feira do mês, mas agora, por causa da pandemia do coronavírus, ela é feita de maneira virtual. De fato tem demandas que a Enel não consegue atender. Reunimos as lideranças, apresentamos demandas e algumas são resolvidas rapidamente outras não”, pontuou o diretor da Famnit, Adriano Felício, que também é presidente da Associação de Moradores do Morro da Penha e Portugal Pequeno.

“São demandas importantes e que os moradores cobram diariamente. Como presidente da Associação devo sempre nortear minhas ações para atender tais demandas. Além de evitar que acidentes e tragédias ocorram em nossa comunidade”, frisou Felício.

A Enel Distribuição Rio informou que enviará uma equipe técnica para avaliar os postes mencionados. A companhia esclareceu que faz a manutenção regular dos postes sob sua responsabilidade e reforça que, se houver necessidade de troca, incluirá os postes em seu cronograma de substituições.

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