Poste gera polêmica no Engenho do Mato

Raquel Morais

Comerciantes da Avenida Irene Lopes Sodré, no Engenho do Mato, estão insatisfeitos com a implantação de um poste, em frente ao mercado Via Preço. Nesta segunda-feira (06), parte dos estabelecimentos comerciais ficou sem energia por mais de duas horas, para a troca do poste, que estava com ferragens à mostra.

O proprietário do mercado, João Luíz Mendes, de 57 anos, disse que o poste é motivo de muitos acidentes na região. “Algumas pessoas desviam e acabam batendo no poste. O último acidente foi com um caminhão, que desviou de um pedestre e acabou atingindo a estaca. Trabalho com alimentos que precisam de refrigeração, ainda mais nesse calor. Não podemos ficar sem energia elétrica”, apontou.

Além do mercado, o Colégio Paulo Freire também ficou sem energia e estudantes assistiram aula no escuro, sem ar-condicionado, ventilador e água, que depende da bomba para encher os filtros e caixa de água. “O primeiro dia letivo não foi como o sonhado pelas crianças. Assistir aula no calor é insuportável”, sintetizou o gerente do colégio, Gabriel Mendonça, 39 anos.

Uma empresa de home care também ficou às escuras e deixou mais de 300 pacientes sem assistência. “A Ampla não comunicou nenhuma mudança na região e nem a interrupção da energia. Ficamos sem computador, sem acesso à internet e com isso deixamos desassistidos os pacientes, que entram em contato conosco através de suporte online e de emergência. Quando temos esses chamados temos que entrar em contato com os convênios”, exemplificou a empresária Aline Bernardes, 35 anos.

A Enel, antiga Ampla, foi procurada pela reportagem, mas não respondeu.

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