Porto da Pedra consegue liminar e continua em barracão

A Unidos da Porto da Pedra respirou aliviada depois de quase ser despejada, isso porque uma liminar concedida pela 14ª Câmara Cível da Comarca da Capital suspendeu a decisão anterior da 10ª Vara Cível, que determinava o despejo imediato. A agremiação estava em situação delicada, uma vez que não tinha para onde levar as alegorias.

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), responsável pela Série A, informou que apesar de ter a ciência de que o processo ainda não está extinto, comemorou o fato de ter imperado o bom senso na nova decisão, oferecendo o respeito necessário que, não só a agremiação específica, como o mundo do samba merece.

“A Lierj ressalta que ainda considera a situação envolvendo os barracões da Série A como crítica, uma vez que outras cinco agremiações já foram despejadas e outras duas, além da Porto da Pedra, correm o mesmo risco. Com isso, a Liga reafirma que não vai descansar enquanto não for solucionado o problema de forma definitiva, fato que só vai se concretizar quando for cumprida a promessa do poder público em construir uma Cidade do Samba 2 para as escolas”, informou a Liga.

Na última semana representantes do carnaval carioca se encontraram com representantes da Riotur para tentar definir um local para receber as escolas da Série A. No início do ano seria um terreno na Avenida Brasil, porém a Prefeitura do Rio voltou atrás. Agora as agremiações aguardam a disponibilidade de um terreno na Avenida Presidente Vargas.

“A proposta inicial de ocupação de um terreno na Avenida Brasil foi descontinuada em virtude da construção de um condomínio do projeto Minha Casa, Minha Vida no local. Dada a complexidade nas especificações do terreno – 10 mil metros quadrados, relativamente próximo ao Sambódromo – está sendo feita uma busca junto às pastas competentes para tentar atender à demanda das escolas”, informou a Riotur por meio de nota, além de declarar que segue empenhada em resolver as situações do carnaval, “evento de suma importância para a agenda cultural, turística e econômica da cidade”, mas pontuou a crise econômica da cidade.

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