Por uma baía viva

Wellington Serrano
A despoluição das Baías de Guanabara e de Sepetiba é tema da audiência pública que se realizará hoje, a partir das 20h30min., no auditório Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na Praça XV, número 42, Centro, Rio de Janeiro.

A atividade, proposta pelo membro-fundador do Movimento Baía Viva, Sérgio Ricardo, será realizada através da sociedade civil, com o objetivo de criar propostas territorializadas e que abrangem diversos aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais que podem contribuir efetivamente para a revitalização integrada destes ecossistemas e promover uma economia ecológica.

Segundo Ricardo, o encontro é para lutar contra este quadro de abandono que se encontram as duas baías cariocas. “Passado seis meses das Olimpíadas de 2016, para a qual o Governo do Estado havia prometido despoluir 80% da Baía de Guanabara, iniciamos 2017 com a quase totalidade dos recursos destinados ao saneamento básico confiscados (arrestados) pela Justiça para pagamento dos salários de milhares de servidores públicos, pensionistas e aposentados”, lamenta.

Segundo dados do movimento, para piorar a situação o Estado do Rio deverá pagar multa de R$ 700 milhões ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) por atrasos nas obras do PDBG (Programa de Despoluição da Baía de Guanabara) iniciado em 1995, o PDBG foi iniciado em 1995 e está com seu cronograma de obras bastante atrasado.

“Não podemos ficar parados diante da conhecida omissão, negligência e por vezes cumplicidade de sucessivos governos com as fontes de poluição que impactam estes territórios onde vivem 9,5 milhões de pessoas e poluem o espelho d´água, o Baía Viva considera fundamental a mobilização da população para pressionar por Políticas Públicas sustentáveis”, concluiu o ambientalista.

Entre outros assuntos o evento terá como pauta a apresentação de estudo sobre o ICMS ecológico do Rio de Janeiro elaborado pela Coprua (Coordenadoria de Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais) do Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e formação de Servidores), com exposição de Emiliano Reis que é Biólogo e membro do Grupo de Trabalho.

Haverá ainda discussões sobre o Saneamento Ambiental: Em 2017, o Baía Viva priorizará a articulação junto aos Comitês de Bacias Hidrográficas, a CEDAE e aos municípios fluminenses para elaboração e execução dos Planos Municipais de Saneamento Básico, previstos na Lei Federal 11.445/2007, como parte da construção de uma Agenda pela Saúde Ambiental das Baías de Guanabara e de Sepetiba e de seus Povos, que teve seu processo de elaboração iniciado em 2016. Maiores informações acesse e ajude a divulgar o link do evento: https://www.facebook.com/events/1343120895751013/

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