Por um Caminho Niemeyer com mais destaque

Wellington Serrano

O ex-vereador José Antônio Fernandes, o Zaf, (PDT) é o novo comandante do Grupo Executivo do Caminho Niemeyer. Ele, que ficou sem mandado há quatro anos, e já esteve à frente, no governo Jorge Roberto Silveira, da pasta do Meio Ambiente de Niterói, diz que retornar a trabalhar para a cidade é muito bom. Nessa entrevista Zaf fala deste novo desafio na sua carreira política.

“Sempre atuei na parte do meio ambiente e trânsito. Lógico que quando era vereador a gente discutia a cidade como um todo, mas têm temas que nos aprofundam mais pelo nosso dia a dia. Cultura, lazer e turismo para mim são uma novidade agora. Vamos encarar esse desafio para ver o que vai dar. Espero poder ajudar o prefeito e os niteroienses ”, ressalta o novo presidente.

Zaf disse que agora quer se reunir com o prefeito Rodrigo Neves (PV) para apresentar seu levantamento e compromisso de melhorar a gestão das políticas culturais na cidade.

“Vamos cuidar e administrar a manutenção do caminho o ano todo. Vamos fazer uma agenda de eventos e pautas positivas para os fazedores de cultura da cidade. Quero sentar com a Neltur, a FAN e com a Educação para que possamos fechar os eventos culturais e turísticos tanto no complexo como no Memorial Jorge Roberto Silveira, que é administrado pela Fundação de Educação de Niterói”, destacou Zaf durante visita à redação de A TRIBUNA.

Questionado porque até hoje o Caminho Niemeyer não foi concluído, Zaf disse que as obras que faltam são as das Igrejas Católicas e Adventistas e que em breve vai se reunir com os responsáveis para tomar pé da situação. “Pelo que sei é que tem no local o canteiro destas obras: uma próxima ao Centro Tecnológico, que aguarda licenciamento, e a outra, mais perto do terminal e do Teatro Popular”, disse o presidente, que antecipa que a recém-desmembrada Secretaria de Ciência e Tecnologia deve ocupar as salas onde ficava o escritório da Fundação Niemeyer.

Zaf lamenta que a estação das Barcas não vá mais fazer parte do caminho, como era prevista em projetos anteriores, divulgados em 2007, mas pretende dar uma nova cara ao local. “O Caminho é autossustentável, mas vamos trabalhar através de planejamentos e da boa vontade das pessoas para ajudar”, disse ele ao se tratar das regras que devem ser respeitadas no local.

Segundo ele, a fila dupla de ônibus em frente à entrada do Caminho e os estacionamentos irregulares prejudicam o turismo no local. “A vida é feita de regras. Não vamos aceitar esses distúrbios. O caminho Niemeyer é um instrumento turístico que precisa de mobilidade. E ali tem ônibus demais, né? Onde era o Carrefour também serve de estacionamento. Vamos trabalhar para ordenar a questão e para isso vamos dialogar e usar o bom censo para gerar o respeito”, ressalta.

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