Por falta de pagamento reparo de viaturas serão feitas pelo Estado

Augusto Aguiar

A partir da próxima segunda-feira (12), por conta de um débito orçado em R$ 8,2 milhões, o estado possivelmente terá de arcar com a manutenção de viaturas danificadas das polícias Civil e Militar, que anteriormente eram levadas para reparos na empresa CS Brasil. Atualmente estima-se que apenas a PM teria cerca de 2.600 viaturas, frota que precisa de reparos rotineiros, e que a partir de agora precisam de uma solução opcional diante do problema que surgiu.

“O contrato se encerra essa semana. Por enquanto ainda não temos nenhuma consequência da interrupção desse contrato. Não temos saldo disso. Nem positivo, nem negativo”, afirmou, na manhã de ontem, o comandante do 12º BPM, coronel Fernando Salema, que anteriormente enviava viaturas do Batalhão de Niterói para reparos numa das garagens da CS Brasil, no bairro de Guaxindiba, (São Gonçalo), mesmo destino de outras para conserto, do 7º BPM (São Gonçalo), 35º BPM (Itaboraí) e 25º BPM (Cabo Frio) e de viaturas da Polícia Civil.

A interrupção do trabalho de reparo foi anunciada no Boletim Interno da PM, publicado terça-feira.No mesmo informe do BI é determinado que seja facilitado o acesso dos fiscais da empresa aos batalhões, para vistorias de encerramento de contrato e solicita que os oficiais retirem das garagens da CS Brasil os veículos os qual já tenham sido feitos os reparos necessários. Além de Guaxindiba, a empresa tem garagens nos bairros de Ramos, Zona Norte do Rio, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), em Cabo Frio (na Região dos Lagos).

Antes da interrupção do serviço, a CS Brasil fornecia ainda carros (emprestados) quando os reparos das viaturas danificados não eram feitos antes de 48 horas. Até a tarde de ontem não havia notícias sobre a possibilidades de renovação do contrato. A Polícia Civil também mantinha um contrato com a mesma empresa (que antes levava o nome de JSL) e, nos últimos meses, com a falta de pagamento, várias delegacias foram obrigadas a devolver seus carros. Ao todo, os investigadores perderam mais de 100 viaturas. O impasse também acarretou um possível adiamento de outra importante iniciativa que estava pra ser implementada.

No mês de junho chegou-se a anunciar que as viaturas policiais do estado estavam prestes a serem equipadas com parabrisas blindados, resistentes até a tiros de fuzil. Também estarão incluídos veículos para transportes de detentos. Os veículos passariam a ter blindagem de no mínimo “nível três”, que resiste a tiros disparados por fuzis. Uma vez aprovada a lei na Alerj, os parabrisas blindados seriam instalados nas viaturas já existentes, de forma gradativa. O prazo máximo para a mudança previsto é de dois anos, com objetivo de salvar vidas e aumentar a segurança dos policiais em serviço. Na ocasião a CS Brasil realizava os reparos nas viaturas, mas sem a troca para blindagem dos párabrisas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 − cinco =