PONTE: UMA PISTA DESERTA NO MEIO DOS ‘FERIADÕES’

É impressionante – e nunca considerado – o fato de a Ponte Rio-Niterói apresentar-se praticamente vazia depois
das “corridas” para o interior, no final do sábado, no domingo e na “enforcada“ segunda-feira, quando, à noite, começa a receber o volume de veículos em retorno nos dois sentidos. As longas horas ociosas, em mais
de dois dias, sugerem medidas para ativá-las com a prática de atividades atrativas àquelas pessoas do Rio-Niterói e
imediações que não viajam ou não se movem no rumo das praias das cidades vizinhas e que carecem de eventos econômicos e da oportunidade de apreciar tranquilamente a “obra do século”. Citamos como eventos que aqueles que ocorrem, periodicamente, em impróprios dias comuns, em que as suas pistas são movimentadas. Entre eles, corrida
rústica, passeios ciclísticos ou de mortos, desfile de carros antigos, concurso de fotografia e pintura, demonstrações
de segurança no trânsito, passeios orientados para grupos escolares ou turísticos.
Afinal dão duas pistas e há disposição de muitos horários. Uma integração entre a administração da Ponte, as Prefeituras, outros órgãos estaduais e federais nas áreas de esporte, cultura, turismo e entidades comunitárias especializadas, poderiam dar mais vida à rodovia de integração, e mais atividades a quem quer oportunidade para sair de uma vida inerte nos dias de ociosidade. Certamente, não faltarão patrocinadores, e a Ponte cumprirá uma missão
social.

MERCADO FINANCEIRO APONTA QUE INFLAÇÃO DEVE FECHAR O ANO EM 8,59%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação das famílias, deve fechar o ano com alta acumulada de 8,59%. É o que aponta o Boletim Focus, pesquisa feita junto a instituições financeiras.
Ela foi divulgada hoje (11), em Brasília, pelo Banco Central (BC). É a 27ª elevação consecutiva da projeção. A inflação prevista é 0,08 ponto percentual maior do que a da última semana, quando o índice ficou em 8,51%. A meta de inflação de 2021, perseguida pelo BC, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para 2022, a estimativa de inflação subiu para 4,17%, ante os 4,14% registrados
na semana passada. É a 12ª alta seguida na projeção, que está ligeiramente acima da meta para o próximo ano.
Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente, as mesmas da semana passada. O Boletim Focus registrou aumento na projeção do câmbio para este ano. Agora, o dólar deve fechar 2021 em R$
5,25, ante R$ 5,20 do boletim da semana passada.

Para 2022, a projeção é de que o câmbio também fique em R$ 5,25. Para 2023, R$ 5,10, e para 2024, R$ 5,08.
PIB – No boletim Focus desta semana, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 foi mantida em 5,04%, a mesma pela quarta semana consecutiva. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Para o próximo ano, o mercado diminuiu a expectativa de crescimento
do PIB de 1,57% para 1,54%. Já para 2023, a previsão é de 2,50%.

GANÂNCIA COMERCIAL


Além da maioria dos supermercados, muitos comerciantes, especialmente do ramo de restaurantes, estão distantes desta era – que deveria ser marcada pela solidariedade, pelo aprimoramento de ações e métodos e da estratégia de atenção com os fregueses e de reconhecimento ao esforço de quantos no serviço público estão devotados a preservar a atividade, estimulando-a. Alguns deles que ocupam espaços públicos para ampliar a capacidade de
atendimento, mesmo não tendo sofrido qualquer majoração dos impostos e taxas, majoraram seus preços em mais
de 10%, praticando a ganancia, alimentando a inflação artificialmente, alegando que “tudo subiu”. Era tempo de administrar melhor, preservar preços, manter empregos e até conceder as melhorias salariais que não ocorrem há dois anos, pois até os aluguéis dos imóveis não foram majorados. Ganha-se na crise, atraindo mais público com oferta
de preços mais justos, a um povo, este, sim, sofrido adicionalmente pela pandemia…

LULA CALADO ATÉ JANEIRO


Tendo atingido o ápice de aceitação ante a impopularidade bolsonarista, o ex-Presidente Lula tomou a decisão de não fazer campanha neste momento em que crescem as ações para se apresentar um plano B na esfera sucessória bolsonarista.
Ele precisa costurar o apoio nas bases regionais, onde os candidatos de esquerda não contam com a sua popularidade e estão sendo assediado por nomes que se distanciam do apagado mito Bolsonaro. No Estado do Rio, por exemplo, está sem nomes de expressão, mesmo diante de igual escassez dos bolsonaristas, empenhados na busca de
nomes da “velha política” fluminense.

FESTA RELIGIOSA ENVOLVE A POPULAÇÃO

Este dia 12 marca a data oficial das celebrações na cidade paulista de Aparecida em louvor à Padroeira do Brasil,
mas há 11 dias o país e o Mundo são encantados com a celebração diária de novenas com a participação de Bispos
que aproximam os fiéis da Divindade em suas esclarecedoras homilias. A cidade está cheia e há limitação da
presença de fiéis nas diversas missas diárias, com milhares de romeiros assistindo-as do lado de fora, mesmo com a
facilidade de assisti-las com as transmissões pela TV e Rádio Aparecida, que estão batendo recordes de audiência. O público se encanta com os corais e orquestras, ou as participações de centenas de padres redentoristas, tudo com extremo primor e a marca da impessoalidade. ”Sinto-me como se estivesse chegado aos Céus vivendo este ambiente de harmonia, ordem e consagração a Deus”- comentou, no que tem sido endossado por muitos que assistem as
transmissões, quase sempre com a participação de familiares.

CARNAVAL ESQUECIDO


Há meses, debate-se sobre a possibilidade de ser comemorado o Carnaval de 2022. A festa pagã, do período momesco, em nada é capaz de rivalizar com as comemorações de Aparecida. As músicas, a decoração, a organização
e o comportamento do público que não destoa e não atrasa, conferem à celebração religiosa a condição de
festa mais bela, mais harmônica e de maior participação popular, sem ocorrência de acidentes ou tumultos.
A harmonia do trabalho dos religiosos envolvidos em tantas e variadas iniciativas, apoiados por milhares de colaboradores, torna inacreditável tal sucesso que independe de verbas públicas e se distancia da vaidade pessoal.

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