Políticos repercutem ataques de Bolsonaro durante manifestações

“Depois do que ouvi hoje ele claramente afronta a Constituição”, afirmou o governador de São Paulo sobre o presidente

Doria fala sobre impeachment de Bolsonaro pela 1ª vez

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), falou sobre o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela primeira vez, nesta terça-feira (7), no Centro de Operações da PM (Copom), onde acompanhou o esquema especial de policiamento das manifestações. “Minha posição é pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, depois do que ouvi hoje ele claramente afronta a Constituição”, declarou Doria.

“Eu até hoje nunca havia feito nenhuma manifestação pró-impeachment, me mantive na neutralidade, entendendo que até aqui os fatos deveriam ser avaliados e julgados pelo Congresso Nacional, mas depois do que assisti e ouvi hoje, em Brasília, sem sequer estar ouvindo, ele, Bolsonaro, claramente afronta a Constituição, ele desafia a democracia e empareda a Suprema Corte brasileira”, afirmou o governador fazendo referência ao discurso de Bolsonaro a apoiadores visto como uma ameaça ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux.

Governador do RS, Eduardo Leite, diz que é erro manter Bolsonaro no poder

Governador do Rio Grande do Sul se manifestou após declarações do presidente da República neste sete de setembro. Eduardo Leite (PSDB-RS) usou as redes sociais para afirmar que é um erro manter Jair Bolsonaro no poder. Foi um erro colocar Bolsonaro no poder. Está cada vez mais claro que é um erro mantê-lo lá”, escreveu o tucano em sua conta no Twitter.

A publicação se deu em meio aos protestos a favor do governo neste sete de setembro. Em discursos, Bolsonaro fez novos ataques ao Supremo Tribunal Federal, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, e ao processo eleitoral. Além disso, o presidente também chamou o magistrado de “canalha” e afirmou que “nunca será preso”.

“Inflação, desemprego, apagão de energia, desmatamento da Amazônia, pandemia… Esses deveriam ser os inimigos do presidente do Brasil, e não outros brasileiros”, declarou Leite. “Mas Bolsonaro se engana: nossas cores e nosso país não têm dono. Iremos defender os brasileiros e a democracia que ele ataca”, concluiu o governador gaúcho.

Calheiros chama manifestações de “fiasco” e afirma que “Bolsonaro seguirá sendo enquadrado pela democracia”

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também reagiu a falas de Bolsonaro contra Alexandre de Moraes. O relator da CPI da Covid classificou como “fiasco” as manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro ocorridas neste 7 de setembro. Calheiros afirmou que o presidente “seguirá sendo enquadrado pela democracia”.

O senador se refere ao discurso de Bolsonaro em Brasília. O chefe do Executivo afirmou que Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, precisará se “enquadrar”. Depois do fiasco, Bolsonaro recorre a bravatas golpistas contra as instituições. Perdeu e seguirá sendo enquadrado pela democracia implantada com muitas dores, perdas e sangue. O fascismo não triunfará”, afirmou Renan Calheiros nas redes sociais.

Vice-presidente da Câmara diz que processo de impeachment contra Bolsonaro será “inevitável”

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), criticou nas redes sociais o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ramos se pronunciou após declarações do presidente da República em atos antidemocráticos nas manifestações desta terça-feira (7).

Marcelo Ramos afirmou que “qualquer ato de violência contra o Congresso ou o STF em ato que teve a participação do Presidente da República tornará inevitável a abertura do processo de impeachment”. A declaração foi dada após o presidente ameaçar os ministros do Supremo Tribunal Federal.

Até o momento, mais de 120 pedidos de impeachment contra o chefe do Executivo já foram protocolados na Câmara dos Deputados.

PSDB convoca reunião para discutir impeachment de Bolsonaro

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, marcou nesta terça-feira (7) uma reunião para debater a abertura de um processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Decisão foi tomada diante das “gravíssimas declarações do presidente”, que fez ameaças ao STF em discurso. 

“O Presidente do PSDB, Bruno Araújo, convoca reunião Extraordinária da Executiva para esta quarta-feira (8), para diante das gravíssimas declarações do presidente da República no dia de hoje, discutir a posição do partido sobre abertura de Impeachment e eventuais medidas legais”, sugere publicação postada nas redes sociais do partido tucano. 

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