Policlínica Vila Três pode sair do papel com investimento do Estado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai repassar R$ 139,5 milhões para 13 prefeituras do Rio de Janeiro e o município de São Gonçalo está nessa listagem. A cidade vai ganhar o investimento de R$ 18,6 milhões que já tem destino definido: realização de obras e compra de equipamentos de estruturação da Policlínica Vila Três, no bairro Vila Três. Essa semana o prefeito José Luiz Nanci já assinou o termo de cooperação técnica para recebimento da verba. O local está desde 2011 parcialmente construído e é promessa há muitos anos de investimento na saúde da cidade.

O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, informou que os valores foram garantidos pelo governador Wilson Witzel, em 2019, ao firmar convênio com 75 municípios. Os valores, de acordo com o termo firmado entre as partes, deverão ser utilizados na construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), de alta e de média complexidade, além da reforma e aquisição de equipamentos. As secretarias municipais deverão respeitar os projetos e apresentar os cronogramas à SES, que, mediante a uma prestação de contas sobre as obras, repassará o dinheiro.

“São repasses que vão melhorar o atendimento na ponta do processo, com a construção de novas unidades, aquisição de tomógrafos, mamógrafos, oferecendo ao profissional e à população um atendimento de qualidade. Nosso foco é estar próximo ao cidadão com prestação de serviço qualificado”, destacou.

A unidade contará com um centro de imagem, centro ortopédico, além de oferecer exames de ressonância magnética, tomografia, raio-X e ultrassonografias. Também terá atendimento em várias especialidades como neurologia e dermatologia, por exemplo.

“As obras dessa unidade estão abandonadas há quase dez anos e vou conseguir entregar aos gonçalenses com diversos serviços de extrema importância”, contou o prefeito de São Gonçalo.

Segundo nota da administração municipal o termo é firmado com base na Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

Enquanto as questões burocráticas estão sendo resolvidas pelo poder público, o local continua da mesma forma há anos. A grande estrutura está construída e o espaço está completamente fechado, mas a grade de proteção da área externa foi arrebentada, o que permite que pessoas entrem nesse. As caixas de passagens de esgoto estão abertas e a água fica acumulada, o que pode favorecer o aparecimento do mosquito Aedes aegypti. Dentro da unidade a construção está muito adiantada sendo necessário apenas alguns ajustes e uma grande limpeza para o prédio começar a funcionar. Restos de materiais também são encontrados como equipamentos de proteção individual.

O guardador de carro Carlos Vinícius Guimarães, 54 anos, trabalha há 10 anos vigiando os veículos que estacionam no entorno da unidade de saúde e lamenta o empreendimento estar fechado.

“Eu tenho um plano de saúde básico mas eu usaria com toda certeza essa clínica. É muito triste ver um prédio tão grande e abandonado. Quantas pessoas poderiam estar se beneficiando?”, indagou.

Já a dona de casa Margareth Soares, 43 anos, disse que levava a filha dela na área de lazer que funcionava antes da obra da clínica.

“Eu trazia minha filha pequena nesse local. Acho que investir em saúde sempre é bom e a população precisa disso, de opção para os hospitais não ficarem muito cheios”, comentou a moradora de Alcântara.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × quatro =