Polícias Civil e Militar deflagram ação na divisa entre Niterói e SG

Augusto Aguiar

Policiais civis e militares de Niterói e São Gonçalo, se uniram nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (22) e deflagraram a Operação Acapulco, que tinha por objetivo inicial reprimir a prática de tráfico e roubos nas comunidades e imediações dos morros do Castro, Nova Grécia, Novo México, e Baldeador, localizadas na divisa entre as duas cidades. Os agentes civis e militares, divididos em grupos, não apenas atingiram os objetivos traçados para a ação, como ultrapassaram essas metas. Grande quantidade de drogas e armas foram apreendidas, e quatro pessoas acabaram presas, sendo um dos acusados suspeito de envolvimento na morte do coronel Ivanir Linhares Fernandes Filho, assassinado no fim do mês passado, em Maricá.

Participaram da Operação Acapulco: PMs do 7º e 12º Batalhão (Niterói e São Gonçalo), 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), Batalhão de Ações com Cães (BAC), Serviço de Inteligência do 7º BPM (P-2), 73ª DP (Neves), 78ª DP (Fonseca), 81ª DP (Itaipu), e Divisão de Homicídio de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e um helicóptero do Grupamento Aeromóvel (GAM). Na comunidade Nova Grécia, policiais militares do Grupamento de Ações Táticas (GAT) foram recebidos a tiros por criminosos, e na perseguição que se seguiu prenderam Jefferson da Silva Araújo, o Branquinho, apontado como gerente geral do tráfico na localidade.

Segundo os policiais, armado com duas pistolas Branquinho, que tinha anotação criminal anterior por tráfico e estava em liberdade há seis meses, enfrentou os PMs a tiros usando duas pistolas até ser dominado e preso. Ainda segundo a polícia, no confronto um transeunte identificado como Gonçalo Matias de Souza, 38 anos, foi baleado no braço e medicado no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat). Branquinho revelou aos PMs que recebia R$ 1 mil como gerente dos pontos de venda de drogas. Além das duas pistolas foi apreendido com ele 142 cápsulas de cocaína e 41 sacolés de maconha.

Na mesma comunidade, agentes ainda prenderam Wellington dos Santos, de 29 anos, em cumprimento de Mandado de Prisão, e Rangel Ponciano, de 25 anos, ambos apontados pela prática de roubos a transeuntes e a veículos. Na ação também foi apreendida grande quantidade entorpecentes (1.986 pinos de cocaína, 60 pedras de crack, e 71 trouxinhas de maconha, além de um revolver, um rádio de comunicação e 2 aparelhos celulares. Ambos foram conduzidos e autuados na 78ª DP (Fonseca) para onde o os entorpecentes também foram levados. “A prisão de Ponsiano é muito importante porque certamente representará uma redução da incidência de roubos na região, tanto de veículos, quanto de transeuntes. Esses registros de ocorrências eram feitos aqui na delegacia”, afirmou o titular da 78ª DP, delegado José William de Medeiros, que também coordenou a operação. No Morro dso Castro, agentes da DHNSG prenderam ainda mais um homem, que não havia sido identificado até a tarde de ontem. Ele seria suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubos de veículos, que supostamente estaria envolvida no ataque que resultou na morte do subcomandante do 4º CPA, no fim do mês passado, coronel Ivanir Linhares. Os agentes localizaram o carro em frente a uma residência e depois de vasculharem o local sem encontrar nada, avistaram em seguida um outro veículo, modelo Citroen C-3, de cor preta, com o suspeito.O auto era roubado e o acusado foi reconhecido pelo proprietário como o criminoso assaltou a vítima. Outro carro roubado envolvido no ataque ao coronel Ivanir, um Jeep Renagate, já havia sido localizado (incendiado) anteriormente.

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