Policial civil mata ex-sogros e se mata no Fonseca

Augusto Aguiar

Uma tragédia abalou, no fim da manhã de ontem, a rotina dos moradores da Zona Norte de Niterói, quando o policial civil Marcelo Flávio Camardella Bravo, de 45 anos, matou a tiros seus ex-sogros e em seguida cometeu suicídio, no interior da residência de número 66 da Rua Airosa Galvão, no Fonseca. O ex-sogro de Marcelo foi identificado como João Carlos Rocha, 65 anos, ex-candidato a vereador pelo PMN na cidade, nas últimas eleições. O policial, que já havia trabalhado na Divisão de Homicídios do Rio (DH-Rio) e atualmente estava lotado na 24ª DP (Piedade), ainda atirou contra a ex-esposa, atingindo a vítima de raspão na cabeça e trocou tiros com policiais militares acionados para o local antes de atentar contra a própria vida. Por pouco a tragédia ainda não se estendeu para proporções maiores, já que a ex-mulher do policial civil conseguiu escapar junto com sua filha, de 4 anos. De acordo com comentários de vizinhos, o casal teria cerca de seis anos de convívio, mas estaria em processo de separação. 1 - foto policial

Inicialmente, policiais militares do 12º BPM (Niterói) foram acionados para o endereço onde aconteceu a tragédia, e no local foram informados que o policial estaria mantendo a família – a ex- mulher Luciana Neiva da Rocha, a filha, os ex-sogros João Carlos Rocha e Diana, 55 anos, – como reféns no interior da residência. Ao tentarem realizar uma abordagem no local, os PMs foram atacados a tiros pelo agente da Polícia Civil.

Possivelmente, se aproveitando da distração do agressor, que estava transtornado e armado, a ex-esposa de Marcelo conseguiu deixar a residência correndo, levando consigo a filha do casal no colo. Marcelo ainda tentou efetuar um disparo contra a cabeça de Luciana, mas a atingiu de raspão.

Policiais militares confirmaram que o agente estava transtornado e atacou a guarnição a tiros. Outras viaturas foram acionadas e cercaram o local. Após alguns minutos, os militares que estavam do lado de fora ouviram mais disparos no interior da residência e não houve tempo para que o imóvel fosse invadido com objetivo de dominar e desarmar o agressor. Dentro do imóvel, os PMs encontraram os corpos dos pais de Luciana (o de Diana no quintal e o de João Carlos na entrada da cozinha). Ao tentarem localizar o agente da Polícia Civil, os militares encontraram o cadáver de Marcelo num dos quartos da casa, provavelmente após ter cometido suicídio.

Em estado de choque, a ex-mulher do policial foi socorrida e levada para uma unidade hospitalar, afirmando que seu ex-marido havia matado seus pais. Ainda dentro da residência, a PM encontrou duas armas de fogo que teriam sido usadas por Marcelo. Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) estiveram no local e realizaram trabalho de perícia. Os agentes da especializada preferiram não dar declarações sobre o incidente. Moradores, por sua vez, estavam estarrecidos com o fato.

“Ele (Marcelo) era uma pessoa muito calma. Nunca percebemos nada de anormal quanto a ele. Jamais imaginaríamos que ele pudesse ficar transtornado a esse ponto. Não sabemos o motivo que teria levado esse homem a fazer o que fez”, disse uma moradora, que preferiu não se identificar.

“Ele (Marcelo) era uma pessoa normal, tranquila… não sabemos nem o que dizer sobre isso. Será que ele ficou transtornado com o fato de estar se separando da mulher? Não sabemos dizer. São coisas muito particulares”, afirmou outro morador, que não quis se envolver.

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