Policiais vasculham favela atrás de bandidos que balearam menina

Augusto Aguiar –

Policiais militares 35º BPM (Itaboraí) incursionaram, no fim da tarde de segunda, na comunidade do Rato Molhado, no bairro Ampliação, com objetivo de localizar e prender os criminosos que teriam efetuado os disparos que atingiram nas costas uma menina de 11 anos na noite de domingo. Os pais da vítima passavam de carro pela localidade quando, por engano, entraram numa das ruas de acesso à comunidade, sendo atacados a tiros. Dois suspeitos foram presos e encaminhados para autuação na 71ª DP (Itaboraí). Com eles foram apreendidos mais de 2 mil pinos de cocaína, além de uma farda do Exército e um rádio de comunicação. No fim da manhã de ontem, a polícia descartou que a dupla presa tivesse envolvimento com o ataque à família na noite de domingo.
A menina foi internada no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo, e, segundo a unidade hospitalar, encontra-se fora de perigo.
“Quem me conhece sabe que não gosto de postar muitas coisas em Facebook, mas como já saiu em todos os jornais e muitas pessoas me perguntando o que aconteceu, venho aqui para contar um pouco do pavor vivido na noite de ontem (domingo). Nós nunca achamos que um dia irá acontecer com a gente, até que um dia a violência bate a sua porta. Sou uma mãe, que foi vítima da violência de Itaboraí, e estou aqui para externar minha indignação, pois ontem à noite (domingo) atiraram no meu carro, um HB20 branco, acertando as costas da minha filha e saindo a bala na barriga e atingindo o banco do carona. Levei imediatamente para o hospital da cidade onde não tinha recursos para minha filha e logo foi transferida para São Gonçalo, onde aqui estamos e sendo muito bem tratadas. Graças a Deus minha filha agora está fora de perigo, os médicos me falaram que é um milagre a minha filha estar viva, não tenho palavras para descrever minha dor e o trauma vivido por nós nessa noite de domingo. Só tenho a agradecer a Deus, pois sei que se não fosse por ele, minha filha não estaria aqui agora, a médica me disse que teve muita sorte, porque por onde a bala passou não tinha como ela está viva”, postou Alcione Pitanga, mãe da menina, nas redes sociais. A ocorrência foi registrada pela 71ªDP (Itaboraí), que passou a também realizar um trabalho de levantamento para identificar os atiradores.

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