Policiais sugerem criação de órgão para identificar mortes naturais

Raquel Morais

Quantidade de efetivo na cidade, possibilidade de criação do Niterói Presente e reforço no efetivo do 12º BPM (Niterói), através do Comando de Policiamento Especializado (CPE), comandada pelo Fernando Salema. Esses foram alguns dos temas discutidos na reunião do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, que foi realizada na Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL Niterói), no Centro da cidade.

Delegados civis pediram ajuda para o presidente do conselho, Leandro Santiago, tentar implementar o programa Niterói Presente na cidade. Assim como acontece no Rio de Janeiro com o Lapa Presente e Lagoa Presente, por exemplo, em Niterói também seria útil. “O projeto tem resultados extremamente importantes para a sociedade e a mudança da mancha criminal é imediata, além de muito significativa. A população percebe isso de forma muito positiva e é importante mantermos o foco nesse assunto para que isso seja implementado”, comentou Gláucio Paz, delegado da 76ª DP (Centro).

O ex-comandante do 12º BPM, coronel Fernando Salema, disse que atualmente comanda oito unidades intermediárias do CPE e vê nesse departamento uma oportunidade de ajudar a cidade. “Existe uma possibilidade de ajudar Niterói com efetivo para o fim do verão, assim o batalhão ganharia esse reforço”, sintetizou.

“É importante, como forças armadas, participar da reunião. O Exército Brasileiro também está muito preocupado com a questão de segurança, não somente em Niterói, mas em todo o Brasil”, explicou Major Cenci, do 21º Grupo de Artilharia em Campanha do Exército Brasileiro, sediado em Niterói.

No encontro foi comentada a possibilidade da criação de um serviço de verificação de óbito em Niterói para desafogar o trabalho no Instituto Médico Legal (IML) e também de policiais civis, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, tratando de casos que não são crimes, mas sim morte natural, e, com isso, facilitar todas as partes, inclusive a família.

Na reunião foram apresentados os índices de ocorrências do 4º trimestre de 2016. No quesito letalidade violenta – que inclui homicídio doloso, latrocínio, homicídio decorrente de intervenção policial e lesão corporal seguida de morte – em outubro e dezembro os índices ficaram, respectivamente, sete e quatro casos acima da meta prevista, que era de 13 casos. Já em novembro, dos 21 casos esperados, foram registrados apenas 13, oito abaixo da meta. Ainda nesse quesito, o destaque foi para homicídios com arma de fogo, sendo registrados 25 casos no trimestre.

Ainda de acordo com o relatório, os homicídios por arma de fogo representam 55% do índice, seguido por homicídios decorrentes de intervenção policial, 26%. Nesse quadro, o Fonseca, na Zona Norte, foi o bairro com maior número de ocorrências, com sete casos.

O índice de roubo de veículos ficou acima da meta nos três meses analisados. Em outubro foram registrados 195 casos para uma meta de 99, em novembro foram 178 e em dezembro 140, cujas metas eram, respectivamente, 111 e 113 registros. Também nesse quesito, o bairro com o maior número de ocorrências foi o Fonseca, com 96 registros, seguido por Icaraí, na Zona Sul de Niterói (53) e Centro (45). Entre os registros, a RJ-104 foi a área com maior incidência, apresentando 23 casos, seguida pela RJ-106 (17) e a Rua Desembargador Lima Castro, no Fonseca (15).

Também participaram da reunião os delegados José William de Medeiros (76ª DP – Fonseca), Robson Silva (77ª DP – Icaraí) e Cláudio Ascoli (79º DP – Jurujuba), além de representantes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Niterói.

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