Policiais excluídos da corporação fazem protesto na Corregedoria

Policiais militares excluídos da corporação realizaram protesto, na manhã de terça-feira (23), em frente à Corregedoria Geral da PM, em Neves, São Gonçalo. Eles alegam terem sido desligados mesmo a Justiça tendo os absolvido dos delitos atribuídos a eles.

Cerca de 65 policiais estiveram no local. Eles alegam ainda que a PM, por meio da Corregedoria, não lhes dá o direito à ampla defesa, não permitindo que seus advogados tenham acesso aos autos dos processos. O porta-voz do grupo, Wallace Bastos da Silva, que é ex-policial, explicou sobre as pautas reivindicadas

“Como foi aberto procedimento para avaliar a legalidade da abertura desses atos de exclusão, a gente está vindo aqui pela segunda vez para ter acesso aos autos. No dia 15 de dezembro do ano passado, estivemos aqui em um grupo menor, e recusaram a nos dar acesso aos autos. Fizemos uma denúncia de abuso de autoridade na 73ª DP e depois fomos na 4ª DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar)”, afirmou o ex-policial.

Ainda de acordo com Wallace, os casos são analisados pela Comissão de Análise de Recursos sobre Processos Administrativos Disciplinares (Carpad), que elabora um relatório para análise do comandante-geral da Corregedoria. Os policiais que protestam pertenciam a batalhões de todo o Rio de Janeiro e alegam que a PM teria se antecipado à sentença judicial a excluí-los.

“Todas essas pessoas foram excluídas de forma ilegal. Hoje, com essa Carpad, a gente está vindo aqui ter acesso aos autos porque essa comissão está induzindo o secretário de Polícia Militar ao erro. Cada um desses [policiais] apresentou oito vícios de nulidade no processo deles e a Carpad se recusa a enfrentar esses vícios”, prosseguiu.

Com a manifestação, os ex-agentes esperam conseguir a revisão dos atos administrativos que os excluíram para, dessa forma, retornar à corporação. Em forma de protesto, eles utilizavam camisas com os dizeres “vidas manchadas”, em referência às exclusões avaliadas por eles como injustas.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a manifestação transcorreu de maneira pacífica, não gerando ocorrências. A corporação esclareceu que os procedimentos conduzidos pela Corregedoria tramitam de maneira técnica e alinhados ao previsto no regulamento interno e na legislação vigente. Aos policiais que são submetidos a procedimentos correcionais, lhes é garantido o amplo direito à defesa e ao contraditório, assim como as possibilidades de impetração de recursos até seus esgotamentos.

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