Policiais envolvidos em ação que vitimou frentista estavam voltando para batalhão

A Polícia Civil prossegue com as investigações sobre a morte do frentista Arilson Santiago Pinto, de 21 anos, no domingo (28), no bairro Tribobó, em São Gonçalo. Na segunda-feira (1°), dois policiais militares, que participaram da ocorrência, foram ouvidos pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG).

Segundo o delegado Mário Lamblet, responsável pela investigação, em seus depoimentos, os militares afirmaram que estavam encerrando o plantão e retornavam ao 7°BPM (São Gonçalo), onde são lotados. Eles ainda reiteraram versão dada em declaração à 75ªDP (Rio do Ouro), de que teriam revidado disparos feitos por criminosos.

A ação foi flagrada por uma câmera de segurança. Ainda de acordo com o delegado, as imagens serão periciadas e os homens que aparecem de moto, alvos dos disparos dos PMs, ainda serão identificados para apurar se há envolvimento deles com o tráfico de drogas na localidade.

O delegado também informou que, a partir de hoje, familiares e testemunhas serão chamados para prestar depoimento. O próximo passo é tentar arrecadar, junto ao Instituto Médico Legal (IML), o projétil que vitimou Arilson.

O objetivo é comparar o calibre com o dos dois fuzis dos policiais, que foram apreendidos. Ainda de acordo com a DHNSG, os laudos devem ficar prontos em até 30 dias.

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