Acusados de integrar milícia em Itaboraí são presos

Três mulheres foram presas, na terça-feira (15), no bairro de Visconde de Itaboraí, por agentes do Serviço de Inteligência do 35º BPM (Itaboraí), acusadas de integrarem um dos “braços” da milícia, originária da Zona Oeste do Rio, naquele município. O grupo, que por várias vezes foi alvo de operações policiais na região, foi localizado e preso após mais uma vez os agentes receberem denúncias de crimes de extorsão contra comerciantes e moradores do bairro e localidades vizinhas.

De acordo com a polícia, as mulheres preesas foram identificadas como Deieane Cristina da Silva Souza, 29 anos, Teresa Cristina de Oliveira Chaves Coelho, 36 anos, Taiana da Silva Santos Neves, de 33 anos, residentes respectivamente em Campo Grande, Kosmos, e Santa Cruz, na Zona Oeste. Além delas também foi preso Wallace Gomes da Silva, de 25 anos.

Os agentes revelaram que há oito meses atrás Deieane já havia sido presa por extorquir comerciantes e ameaçar moradores em Itaboraí. Os quatro acusados foram localizados na Rua Doutor Francisco Machado, em Visconde. Com eles foram apreendidos talões de cobrança, cadernos de anotação com a contabilidade e carimbos de “pago”, que seriam do grupo miliciano.

A quadrilha seria chefiada por criminosos já conhecidos da polícia do Rio, como Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, de 42 anos, que foi preso durante operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) em outubro de 2017. Atualmente ele encontra-se preso na Penitenciária Federal de Mossoró, de segurança máxima, no Rio Grande do Norte.

As denúncias sobre os quatro presos apontou que o grupo havia voltado a atuar nos bairros de Visconde, Porto das Caixas, e localidades vizinhas. O quarteto foi conduzido e autuado na 71ª DP (Itaboraí).

Nos últimos três anos as polícias Civil e Militar desencadearam várias operações contra grupos milicianos tentam se fixar em Itaboraí. Dezenas de pessoas já haviam sido presas, e os agantes apuraram ao longo das investigações que ao menos 40 pessoas teriam sido assassinadas na região, além do grupo estar por traz da exploração de sinal clandestino de TV a cabo (popular “gatonet”), além da cobrança de taxa de comerciantes, atividades criminosas que renderiam em média cerca de R$ 500 mil por mês, entre os anos de 2018 e 2019.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois + doze =