Polícia vai investigar morte de jornalista após cirurgia

Augusto Aguiar

Policiais da 19ª DP (Tijuca), na Zona Norte do Rio, abriram procedimento para apurar maiores informações relacionadas à morte da jornalista Eloísa Leandro, de 41 anos, na noite de quarta-feira passada (9). Ela morreu após se submeter a um procedimento estético (lipoaspiração), numa clínica situada naquele bairro. Eloísa residia em São Gonçalo e trabalhou em jornais como A Tribuna e O São Gonçalo, além de assessorias de imprensa.

A polícia apurou que a intervenção cirúrgica estética estava marcada para o fim do mês passado, mas como a paciente havia testado positivo para Covid-19, o procedimento foi remarcado para a semana passada. Eloísa Leandro não resistiu a uma parada cardíaca e faleceu. A Polícia Civil pretende agora apurar as condições do local onde a jornalista se submeteu a lipoaspiração e se eram adequadas para a realização. Os inspetores também pretendem ouvir a equipe médica para saber ao certo o que teria ocorrido.

De acordo com informações, a clínica onde Eloísa Leandro foi submetida a lipoaspiração alugaria as salas para os médicos realizarem os procedimentos cirúrgicos, e que o profissional (que não teve a identificação divulgada) não atuaria na empresa.

Em nota a Polícia Civil informou que uma amiga da vítima e o irmão dela estiveram na delegacia na segunda-feira (14) e prestaram depoimento. Os agentes foram à clínica, solicitaram a documentação completa do prontuário médico e a relação dos profissionais que atuaram no procedimento cirúrgico para que sejam ouvidos na sede policial. Também foram requisitadas todas as documentações, como alvará de funcionamento e licenças da vigilância sanitária. A equipe da 19ª DP analisará todos os documentos e exames apresentados para esclarecer os fatos e a causa da morte”.

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