Polícia prende suspeito de chefiar tráfico no Boa Vista

Augusto Aguiar –

Num intervalo de duas semanas, a Polícia Civil conseguiu prender duas das maiores lideranças do tráfico que atuavam na cidade de Niterói. Após a prisão de Levi do Bumba, que comandava várias comunidades da Zona Norte e de São Gonçalo, no dia 28 de junho, na tarde de quarta-feira foi a vez do traficante Ricardo Alves de Lima Silva, o Ricardinho, voltar para atrás das grades. Atualmente ele liderava o tráfico na comunidade do Boa Vista, no bairro São Lourenço, mas também já controlou a venda de drogas das comunidades do Sabão (no mesmo bairro) e esteve à frente de uma das mais violentas disputas para tomar o comando do Complexo do Estado, no Centro.

Contra Ricardinho havia um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Criminal de Niterói, por associação para o tráfico e porte ilegal de arma.

“Ele foi chefe do tráfico no Morro do Estado, quando a facção criminosa que disputava o controle no conjunto de comunidades era ADA (Amigo dos Amigos), em 2016. Ele chegou a ser preso em 2015, mas foi solto agora em maio e havia assumido a liderança do tráfico no Morro do Boa Vista e Favela do Sabão, esta última por determinação de outro líder que está preso, conhecido como Moeda. Ricardinho foi preso mais uma vez, nesta quarta-feira, por suspeita de tráfico e associação para o tráfico (novamente)”, explicou o titular da 76ª DP (Centro), delegado Gláucio Paz.

Há quase três anos, em novembro de 2015, ocorreu uma batalha no Complexo do Estado, pela liderança da venda de drogas na localidade. Na ocasião, Ricardinho do Estado (como era conhecido) foi preso por PMs do 12º Batalhão, portando um fuzil, modelo M14 calibre 5.56. Na época com 36 anos, ele foi apontado como a principal liderança na região, que travava uma violenta batalha com rivais da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Na época ele já era considerado foragido da justiça. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos a partir de investigações da 76ª DP (Centro), e também chegou a prestar depoimento em quatro inquéritos da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG), que apurava entre outros crimes, a tortura e execução de três homens na comunidade. Ricardinho alegou que os três homens que foram mortos seriam ligados ao seu grupo, oriundos do Rio, e que teriam sido capturados por rivais do TCP. Depois de mortos, os cadáveres foram abandonados na Rua Padre Anchieta, uma das principais de acesso ao morro.

O líder do grupo rival (TCP), segundo a polícia, era Edimilson da Conceição, o Cicatriz, que controlava a venda de drogas na comunidade três meses antes. Após a perder os pontos de vendas de drogas, o acusado teria se escondido no Morro do Pimba, no Fonseca, Zona Norte. Além do triplo homicídio, Cicatriz também foi acusado pela especializada de assassinar um adolescente, de 17 anos, e o irmão dele, o mototaxista Carlos Eduardo Tavares Filho, 27, em julho de 2015, no Centro de Niterói. Cicatriz foi preso pela equipe da 76ª DP em maio de 2017.

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