Polícia investiga se corpo carbonizado em SG é de motorista de aplicativos

Vítor d’Avila

A Polícia Civil investiga se o corpo encontrado carbonizado, no banco de trás de um carro, na tarde de segunda-feira (30), na Estrada Itaitindiba, em Santa Izabel, São Gonçalo, pertence ao motorista de aplicativos Anderson Pessoa Batista, de aproximadamente 40 anos, que está desaparecido.
O desaparecimento foi registrado na noite de segunda pela família, no Departamento de Paradeiros da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói. Ele não se comunica desde a noite de domingo e é morador do bairro Lagoinha, também em São Gonçalo.

Na manhã desta terça-feira (1°), dois funcionários da empresa responsável por alugar o carro a Anderson, estiveram na sede da DH em busca de esclarecimentos sobre o encontro do veículo. Os representantes da locadora prestaram depoimento na sede da especializada.

Segundo rastreamento feito através do sistema de GPS, a última rota feita pelo veículo foi entre a Rua Dr. Francisco Portela e a Estrada de Itaitindiba, na madrugada de segunda-feira. Agora, será apurado se o veículo desaparecido é o mesmo que foi encontrado e se o corpo pertence ao motorista. As primeiras informações dão conta de que documentos que pertencem a Anderson teriam sido achados próximo ao carro.

Familiares de Anderson também estiveram na especializada. O irmão e um primo dele chegaram no começo da tarde, por volta de 13h. Os familiares estavam consternados pelo desaparecimento, mas ainda mantém a esperança de que ele possa ser encontrado com vida.

“Ele é um cara super tranquilo, do bem. Não tinha envolvimento com nada. Nunca teve problema com ninguém, não dá para entender”, afirmou um primo do motorista, que preferiu não ter o nome divulgado.

Um fato que deixou intrigados os parentes do motorista foi que, por volta de 2h30min de segunda, o número de WhatsApp de Anderson saiu de um grupo que mantinha com outros familiares. Desde então, não houve mais contato.

Segundo o primo, Anderson havia alugado o automóvel, modelo Renault Sandero, no dia 22 de setembro porque o carro que usava para trabalhar está com defeito. Ele possui três filhos, sendo duas crianças e uma adolescente, e, segundo a família, a tia e a mãe dele estão em casa, em estado de choque.

Pessoas desaparecidas

Embora ainda sejam comuns, casos de pessoas desaparecidas apresentam tendência de queda na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), no último levantamento mensal, em outubro deste ano, foram 241 registros, contra 341 no mesmo mês, em 2019. Queda de 29,3%.

No acumulado do ano, o índice também apresentou recuo. Foram 2.207 casos nos dez primeiros meses de 2020, ante 2.224 ocorrências no mesmo período do ano anterior. O que representa uma redução de 31,5%.

Encontro de cadáver

Já o percentual de encontro de cadáveres, na Região Metropolitana, segue em patamar semelhante ao de 2019. Em outubro deste ano foram 15 casos, contra 11 em 2019. Já no acumulado dos dez primeiros meses, foram 153 casos em 2020 ante 154 no ano anterior. Recuo de 0,6%.

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