Polícia inicia prevenção dos crimes de fim de ano

Augusto Aguiar –

Para quem trabalha com segurança pública, no enfrentamento diário da criminalidade, sabe que com a gradativa aproximação do fim do segundo semestre, o combate e prevenção a algumas modalidades de crimes precisam ser ainda mais intensificados. A maior parte dessa incidência estaria relacionada a crescente movimentação financeira nos grandes centros, por isso todo cuidado e prevenção por parte da população são muito importantes. Entre outros fatos, o perigo existe por causa da maior procura por agências bancárias e as tradicionais compras do fim de ano. Pensando nisso, as rondas passam a ser ainda mais intensificadas, tanto por viaturas quanto de policiais a pé.

Entre as modalidades de crimes com tendência a crescer com a proximidade das festas de fim de ano estão roubos de rua, estelionato, latrocínio (roubo seguido de morte), saidinhas de banco, roubos de caixas eletrônicos, sequestros relâmpagos e furtos. No primeiro semestre desse ano Niterói registrou, de acordo com números do Instituto de Segurança Pública (ISP), 737 ocorrências de estelionato, e na segunda metade do ano (com levantamentos de dados nos meses de julho e agosto) mais 269 casos. Outros números no mesmo período: Extorsão: 46/17; roubos de rua (soma de roubos de celulares, de coletivos, e transeuntes): 3.094/839; latrocínio: 3/zero; sequestros-relâmpago: 5/zero; roubo a estabelecimento comercial: 311/74; furtos de veículo: 468/189; e furtos total: 3.621/1.144.

No comparativo com o ano passado, já com levantamento fechado nos 12 meses, a cidade registrou aumento no segundo semestre em estelionato: de janeiro a junho 687 ocorrências e de julho a dezembro, 872 registros, 26,92% de elevação, roubos de rua: 2.595/2.806, aumento de 8,13%; roubos de estabelecimento comercial: 172/214, crescimento de 24,41%. Com relação ao crime de latrocínio, na comparação do 2º para o 1º semestre houve a redução de apenas 1 registro (de 7 para 6 registros), e os chamados sequestros-relâmpagos ficaram igual, em 3 registros. O alerta das autoridades na cidade tem fundamentação, em base de exemplos como de janeiro a julho do ano passado, Niterói ter registrado 839 crimes de estelionato, definido como “crime econômico” e de fraude. Apenas no mês de julho de 2017 foram 152 registros de toda sorte de falcatruas nas delegacias da cidade.

No fim do ano passado, o mês de dezembro fechou com 126 ocorrências do gênero. Vale lembrar que o crime de extorsão que é o “ato de obrigar alguém a tomar um determinado comportamento, por meio de ameaça ou violência, com a intenção de obter vantagem, recompensa ou lucro” e estelionato, “o ato de obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.

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