Polícia Federal de Niterói investiga denúncias de cabo eleitoral pouco antes de ser assassinada

Cerca de 24 horas antes de ser assassinada a tiros, na última sexta-feira (30), em Magé na Baixada Fluminense, Renata Castro, de 40 anos, que era cabo eleitoral da família Cozzolino, compareceu na sede da Delegacia de Polícia Federal (DPF) de Niterói, onde segundo informações denunciou a ex-secretária municipal de Saúde de Magé, Carine Tavares. Esta última já havia sido alvo da Operação Garrote, realizada pela própria DPF-Niterói, em setembro.

Na denúncia, Renata Castro teria relatado na PF que Carine Tavares estaria mantendo influência na secretaria, mesmo após deixar seu cargo e que esta teria envolvimento com superfaturamento em gastos com a Covid-19. Além disso, afirmou que estava sofrendo ameaças.

Na manhã do dia 24 de setembro, agentes da DPF-Niterói prenderam Carine Tavares durante a Operação Garrote, contra desvios de recursos, estimados em cerca de R$ 9 milhões, do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão. Os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Saúde e na Câmara de Vereadores, além de outros endereços ligados aos investigados.

De acordo com os agentes, investigações iniciadas em junho deste ano encontraram indícios de fraudes na contratação de um laboratório no município de Magé. Ainda segundo a Polícia Federal, foram identificadas irregularidades no processo de contratação do laboratório, como o direcionamento da escolha de empresa específica, fraudes no processo de chamamento público e na execução do contrato. A investigação encontrou indícios da participação de pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde e de um vereador do município, que seria o proprietário do laboratório beneficiado no esquema.

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