Polícia estoura central clandestina de internet controlada pelo tráfico

Após uma informação repassada pelo Disque Denúncia, agentes do Serviço de Inteligência do 12º BPM (Niterói), da Patamo Largo da Batalha, e uma equipe de investigação da 79ª DP (Jurujuba) estouraram, na quinta-feira (9) uma central clandestina de fornecimento de serviços de internet, que funcionava na Rua Guilhermina Bastos, no Badu, em Pendotiba.

De acordo com a denúncia, a central clandestina era “administrada” pelo tráfico da região. Na mesma denúncia a polícia foi informada que os moradores estavam tendo os cabos de TV e internet de empresas legalizados estavam sendo cortados e os moradores obrigados a aceitar o serviço clandestino oferecido pelos criminosos. No local foi encontrado pelos agentes vários aparelhos e materiais que serviriam para execução dos serviços ilegais.

Um homem, que se identificou como funcionário foi conduzido para delegacia, e na ação os agentes apreenderam um caderno de anotações, sete unidades de switch de oito portas, uma RB pequena, um roteador, um Hot Board, duas unidades de RBS grandes, uma caixa de cabo de instalação, um monitor, uma CPU, uma impressora HP, duas unidades de teclado e mouse, um no break, e ainda 250 metros de cabo de fibra ótica. O suspeito e o material apreendido foram levados para 79ª DP.

Denúncias sobre ação do tráfico na Ilha da Conceição serão checadas

Na manhã de sexta-feira (10), o comandante do 12º BPM, coronel Sylvio Guerra, garantiu que as informações por ele recebidas, sobre a ação de traficantes na intimidação e tentativa de exploração e comercialização de sinais de internet e venda de gás, na Ilha da Conceição, na Zona Norte da cidade, serão checadas pela polícia. Ele esclareceu que o assunto não foi abordado pelos participantes, durante a mais recente reunião mensal, do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, ocorrido na última quinta-feira (9), na CDL. “Vamos checar na região as informações que recebemos. O assunto não foi abordado na reunião do Conselho, porque teremos que checar o que estaria ocorrendo”, resumiu.

Sylvio Guerra também afirmou que as ocorrências sobre a ação do tráfico na Ilha da Conceição não são frequentes e que os moradores quase todos se conhecem, como se fosse “uma grande família”. Acrescentou que a venda de drogas se resumiria a poucos usuários, e que a Ilha da Conceição nunca representou uma ameaça ao 12º BPM. Além do caso, constatado, no Badu, na edição dessa sexta-feira, A Tribuna relembrou ações de repressão do gênero, em Jurujuba, na Zona Sul.

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