Polícia e MP fazem operação para demolir construções irregulares

Mais uma ação foi realizada para demolir construções irregulares. Na manhã desta quinta-feira (27), foi deflagrada operação para demolir imóveis em terrenos desapropriados pela prefeitura do Rio quando da construção da Transolímpica, via expressa na região Oeste da capital fluminense. A área invadida corresponde a uma zona de amortecimento, a 350 metros do Parque Estadual da Pedra Branca.

Participam da ação o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva), e o Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CPAm). Este último é sediado em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo o MPRJ, as construções tratam-se de loteamento ilegal capitaneado por organização criminosa que atua na região, contando com residências prontas e sete ainda em construção, todas irregulares e erguidas sobre o túnel da Transolímpica. Por explorar economicamente o loteamento clandestino, a organização criminosa havia sido denunciada pelo GAECO/MPRJ em 2019 por crimes previstos na Lei de Parcelamento do Solo Urbano, delitos contra o meio ambiente, furto de energia elétrica, extorsão a moradores mediante a cobrança de taxas, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e uso de documento falso.

“É justamente através da venda de casas e terrenos que a malta vem promovendo o parcelamento ilegal do solo urbano com a constituição do loteamento clandestino, sem qualquer autorização dos órgãos públicos competentes, com destruição da camada vegetal e do solo”, dizia a denúncia, que motivou a Operação Condomínio Fechado que, em março de 2020, prendeu integrantes da organização criminosa responsável pelas construções irregulares no local onde hoje estão sendo realizadas as demolições.

Outra ação

No dia anterior, quarta-feira (26), outra ação do tipo foi realizada, dessa vez na região do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Foram demolidas cerca de 20 construções comerciais sem qualquer liberação ou autorização da Prefeitura do Rio, construídas em cerca de 10 mil metros quadrados na Avenida Gilka Machado. Entre os imóveis irregulares, havia academia, mercadinhos, peixaria e uma loja de manutenção de barcos. Todos já haviam sido notificados no fim do ano passado. Foram constatadas ligações clandestinas de água e de energia elétrica.

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