Polícia deve encerrar caso sobre bebê queimado semana que vem

O delegado da 78ªDP (Fonseca), Luiz Jorge, que está responsável pelas investigações sobre a bebê de seis meses que teve queimaduras de segundo grau em 37,5% do corpo, disse estar mais perto do encerramento do caso. A conclusão deverá acontecer entre quarta e quinta-feira da próxima semana após análise do laudo da sindicância elaborado pela direção do Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca.

O delegado diz que a técnica de enfermagem vai responder por lesão corporal grave culposa, quando não há intenção.

“Esse caso será encerrado na semana que vem. No depoimento a técnica se mostrou muito triste com o ocorrido e temos a informação que ela é uma boa profissional. A família está emocionada e tenho que levar em consideração as investigações do local e da perícia. A bebê foi queimada com água quente”, contou.

A família contesta essa informação e a avó da menina, a cabeleireira Adilene Feitosa, de 51 anos, acredita que a queimadura foi provocada pela manta térmica que sua neta usava no hospital.

“Isso tudo dói o coração. Eu acho que estou sofrendo duas vezes, pela minha filha e pela minha neta. Estou me sentindo mal com essa situação e nunca pensei em passar por uma coisa dessa”, frisou.

Adilene ainda disse que ficou sabendo que delegado está investigando também caso de uma criança que teve um dedo da mão amputado após erro de procedimento médico no mesmo hospital.

“Não sei se essa profissional estava envolvida nessa questão mas fiquei sabendo que o soro foi aplicado errado e chegou a afetar o dedo da mão da criança, que teve que ser amputado”, pontuou.

O delegado foi questionado sobre essa investigação mas garantiu que esse fato foi em 2018 e não se sabe quem foram os envolvidos.

“Estamos investigando esse caso em paralelo”, frisou.

A Prefeitura de Niterói também foi questionada se a técnica em questão está relacionada com essa questão, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou sobre o assunto; assim como também não comentou sobre o caso da bebê de seis meses.

O advogado do caso, Pedro Rocha, disse que na quarta-feira (26) entrou com a ação cível de reparação de danos morais na Comarca de Niterói.

“Agora é aguardar o andamento do processo, cível e também o criminal. A bebê continua internada em estado grave e a família sofrendo muito”, finalizou.

O caso – A bebê foi internada no Getulinho na sexta-feira passada (14) após o equipamento de traqueostomia ter entupido. A menina respira por esse mecanismo desde os primeiros dias de vida, já que nasceu com hidrocefalia e teve complicações na região da garganta. Desde dia 14 a mãe acompanha a filha, mas na terça-feira (18) Luara teve que ir em casa, no bairro Gradim, em São Gonçalo, pegar roupas da sua filha. Ao voltar a menina foi encontrada com pernas e barriga com queimaduras graves, que teria sido provocadas após um banho.

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