Polícia descarta negligência em caso de menina morta no Mário Monteiro

Investigação conduzida pela Polícia Civil descartou que tenha havido negligência no atendimento à menina Sarah Carolina Sobral Silva, de 6 anos. Ela morreu, em 25 de maio deste ano, em decorrência de uma crise de bronquite, após receber dois atendimentos na Unidade Municipal de Urgência Mário Monteiro, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói.

A família acusou de negligência as duas médicas responsáveis pelos atendimentos. O caso foi registrado e investigado pela 81ª DP (Itaipu). Ao longo dos últimos meses, foram colhidos diversos depoimentos de testemunhas e das próprias acusadas, além da elaboração de laudos. Estes últimos cruciais para a conclusão de não ter havido negligência.

“Enviei o inquérito ao Ministério Público, sem indiciamento, para deliberar. Houve o primeiro atendimento com as providências tomadas e laudo não apontou negligência”, explicou o delegado Fábio Barucke, titular da distrital. De acordo com ele, ficará a cargo do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) dar a palavra final.

Recordando

A pequena Sarah não resistiu a uma crise de bronquite. Testemunhas afirmam que, na madrugada de 25 de maio, por volta de 3h, a jovem, que sofre da doença, que é crônica, teve uma crise muito forte, foi atendida na unidade e liberada para casa. No entanto, após retornar à residência, teve nova crise, ainda mais forte, cerca de meia-hora depois. Sarah foi novamente socorrida ao Mário Monteiro, mas não resistiu.

“O primeiro atendimento foi por volta de 3h, e o segundo por volta de 4h. Vimos o erro da médica, que a Sarinha passou pela mão dela, passou remédio e liberou para casa. Como isso? Quando ela chegou em casa, o quadro se agravou, fiquei apavorado, sem saber o que fazer. Tenho ela como se fosse minha filha. Aconteceu o que não podia acontecer”, relatou, à época, Genildo da Silva, padrasto de Sarah.

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