Polícia Civil terá atuação ampliada no novo governo

A atuação da Polícia Civil, segundo especialistas, deve ser ampliada na gestão do governador Wilson Witzel. Os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro passarão a ser também competência da corporação, com a criação do Departamento-Geral de Investigação à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. Segundo Witzel, “Vamos reorganizar as estruturas policiais para serem capazes de investigar e de prender aqueles que comandam o crime organizado e fazem da lavagem de dinheiro a fonte que abastece o comércio de drogas e armas e a desgraça e o câncer da corrupção”, afirmou o governador.

O delegado Marcus Vinícius Braga, novo secretário de Polícia Civil deixou o comando do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) para tomar posse hoje no órgão, que terá dez delegados e 80 agentes, no Centro do Rio. A estrutura será ampliada no que se refere ao Laboratório de Lavagem de Dinheiro, da Delegacia Fazendária, e seis núcleos vão atuar direcionados para o combate aos crimes contra a administração pública e de “colarinho branco”. Os crimes cometidos por tráfico e milícia terão outro núcleo dentro do departamento.

Também retorna a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), ligada às delegacias de homicídios. Também com relação à especializada, duas novas divisões estão previstas para serem inauguradas em Volta Redonda, Sul Fluminense, e Macaé, Norte Fluminense, ainda esse ano. A iniciativa reforça a determinação do governador em reforçar a estrutura das já existentes delegacias de homicídios, e investir no trabalho investigativo. Um outro assunto polêmico, que veio à tona com a posse de Witzel foi o fato do novo governador ter levado a conhecimento do presidente Jair Bolsonaro seu projeto para que o Governo Federal apoie um projeto que enquadre o crime de tráfico como terroristas e, assim, eles possam ser abatidos se estiverem portando fuzis. Witzel espera que o Congresso Nacional aprove uma lei antiterrorismo que enquadre os traficantes como terroristas, e que esses criminosos “possam ser abatidos de fuzil”. Para o novo governador, Bolsonaro deve encaminhar a proposta para o Congresso Nacional.

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