Polícia caça em Miami quem enviou “arsenal” de fuzis ao Rio

A polícia brasileira com apoio de agentes americanos estavam até a tarde de sexta-feira a procura de um brasileiro que mora em Miami, apontado pela Polícia Civil do Rio como chefe de uma quadrilha que estaria enviando armamento pesado, como fuzis com alto poder de destruição, numa rota de contrabando de armamento utilizando o Aeroporto Internacional do Tom Jobim. A mesma quadrilha foi responsável pelo envio de 60 fuzis, avaliados em mais de R$ 3 milhões, apreendidos na última quinta-feira por agentes da Desarme.

De acordo com a polícia, o armamento seria repassado para “clientes” ligados ao tráfico em várias comunidades do estado, aumentando ainda mais o poderia bélico dos marginais que só fazem aumentar a violência no estado. As armas apreendidas na quinta-feira estavam escondidas dentro de filtros de piscina. As investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e Delegacia Especializada em Armas, Munição e Explosivos (Desarme) apontam que os fuzis – modelos AK-47, G3 e AR-10 – foram comprados nos Estados Unidos. Também de acordo com os agentes, o acusado seria dono de uma empresa de importação e exportação de produtos. Ele, no entanto, utiliza-se da empresa para entrar no Rio também com mercadoria ilícita. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito não fornece as armas para uma facção específica, e revenderia para qualquer grupo criminoso, com objetivo de lucro. A apreensão ocorrida no estado seria o início de uma grande ofensiva contra a quadrilha que operaria remetendo grande quantidade de armas, quando teve sua rota criminoso descoberta.

A Secretaria de Segurança vai pedir à Justiça que as armas sejam usadas pela polícia do estado. No Rio, o AR-10 (por exemplo) é utilizado pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e Batalhão de Operações Especiais (Bope). As investigações da Polícia Civil começaram há cerca de dois anos, com a morte de um policial militar, durante assalto em Niterói. Um dos presos ontem é João Vitor Rosa da Silva, apontado pela polícia como homem de confiança do chefe da quadrilha. As investigações apontam que ele, capturado dentro de uma academia de ginástica em São Gonçalo, era o responsável por negociar os armamentos com os criminosos. O braço direito de João Vitor também foi capturado. Os outros dois presos são o motorista da empresa que faria o transporte da carga e o despachante responsável pela documentação da mercadoria importada. Os policiais também apreenderam no aeroporto sete caixas com 140 projéteis de munição 762, usados nos fuzis AR-10.

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