Polícia alerta para “crimes de fim de ano”

Augusto Aguiar

Algumas modalidades de crimes passam a ter mais incidências com a chegada dos últimos meses do ano e do 13º salário. Com isso, crimes conhecidos como saidinhas de banco, estelionato e roubos a transeuntes aumentam, mesmo com o trabalho preventivo das polícias. Em Niterói, por exemplo, o 12º BPM, através de seu comandante, coronel Márcio Rocha, já havia anunciado durante a última reunião do Conselho Comunitário de Segurança (na Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói), que manteria o esquema especial, conhecido como “Operação Papai Noel”, com vistas a proporcionar maior sensação de segurança com a proximidade do patrulhamento nas ruas do Centro, Zona Sul e Zona Norte da cidade. A proteção reforçada é voltadas para estabelecimentos financeiros, lojas e shoppings, tais como os situados Avenida Ernani do Amaral Peixoto e região. A Guarda Municipal também participa do trabalho de patrulhamento nas ruas.

No mês de janeiro desse ano foram registrados na área chamada de Grande Niterói, que se estende até Maricá 160 crimes de estelionato e 296 de roubos a transeuntes, em fevereiro (140 e 349 respectivamente), março (180 e 311), abril (156 e 323), maio (165 e 340), junho (154 e 310), julho (174 e 364), agosto (183 e 419), e setembro (164 e 410). Na média os dois últimos meses registrados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apresentaram a maiores altas, ou seja as modalidades de crime numa crescente. Nos municípios vizinhos, a atenção também está redobrada. Na última segunda-feira (28), policiais militares do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) prenderam dois homens, acusados da prática de crime de “saidinha de banco”, em Maricá. Durante patrulhamento, os PMs receberam um alerta de transeuntes, dando conta que a dupla havia acabado de tentar assaltar inicialmente um supermercado. Após serem localizados, nas proximidades de uma agência bancária, a PM aprendeu com os acusados uma réplica de pistola. Ambos afirmaram que estavam no local para cometerem “saidinhas de banco”. De acordo com os policiais, várias vítimas teriam sido atacadas e estavam sendo aguardadas na DP para fazerem reconhecimento.

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