Polícia afirma que jovem morto na Região Oceânica entrou em confronto com agentes

Registros feitos pela Polícia Militar e Polícia Civil, da ocorrência que culminou na morte de Wagner de Paula dos Santos, de 20 anos, apontam que houve um auto de resistência. Ou seja, a vítima teria confrontado ou estaria junto de criminosos que teriam entrado em confronto com policiais militares. A família acusa a polícia de execução.

De acordo com registro feito na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), um Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 12º BPM (Niterói), estava em patrulhamento pela Avenida Raul de Oliveira Rodrigues, bairro Piratininga, já na altura da comunidade da Ciclovia, quando suspeitou de dois homens, que teriam ficado apreensivos com a aproximação dos agentes.

Diante da suspeita, a equipe afirma ter desembarcado da viatura. Os homens ao perceberem a ação policial, empreenderam fuga para o interior da comunidade, segundo relataram os agentes. Dois policiais, que estavam na equipe, informaram terem avançado pelo local, dentro da comunidade, quando encontraram com cinco suspeitos, sendo alguns deles empunhando armas de pequeno porte.

PM afirma ter apreendido arma e drogas com jovem – Foto: Divulgação

Os policiais militares afirmaram que os homens, ao perceberem a ação policial, passaram a efetuar disparos em pé e em movimento contra a equipe. Os agentes disseram terem revidado os disparos, iniciando o confronto que culminou na morte de Wagner e na prisão de um suspeito. De acordo com o 12º BPM, houve apreensão de uma pistola, calibre 9mm, além de drogas. A DHNSG registrou a ocorrência e está investigando o caso.

Denúncia de execução

Moradores do Bairro Maralegre, em Piratininga, na Regiâo Oceânica de Niterói, denunciam que policiais militares do 12º BPM executaram Wagner, que seria filho de uma moradora da área. O suposto crime teria acontecido na Rua 31, na localidade conhecida como Girassol. Uma moradora, que pediu para não se identificar, afirmou que, além dos tiros, os agentes estariam xingando quem reside na área.

“É um absurdo. O Vagner está morto e tem outro menino que foi baleado e não estão deixando ninguém chegar perto. E pior que estão xingando todos os moradores, esculhambando mesmo. E como fica a mãe dele? Uma mulher que passa dificuldades, mora sozinha e nem pode andar”, desabafou uma moradora

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