PM reformado é preso em operação contra milicianos

A Secretaria de Estado de Polícia Civil e o Departamento Geral de Combate à Corrupção ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) realiza na manhã desta quarta-feira (03) uma operação para cumprir sete Mandados de Prisão e dez de Busca e Apreensão, além do sequestro de bens e bloqueio de contas de quatro empresas utilizadas para lavagem de dinheiro de uma organização criminosa de milícia. As empresas de incorporação atuam na exploração de areia e saibro, na Baixada Fluminense, e chegaram a faturar R$ 41 milhões entre os anos de 2012 e 2017. Até o momento seis pessoas foram presas, entre elas um PM reformado, Clayton da Silva Novaes, em Paracambi, na Baixada Fluminense.

De acordo com o Departamento foram investigadas as empresas Macia Comércio e Extração de Saibro, Hessel Locações e Incorporações, Senna Terraplanagem e Jardim das Acácias Mineração pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. A apuração apontou que a empresa Mácia é de propriedade de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, irmão do chefe da milícia de Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, Wellington da Silva Braga, o Ecko. Já a Hessel fez movimentações de valores da Macla para a conta de Zinho. A Senna é de propriedade do pai da ex-esposa de Zinho.

Ainda segundo a investigação, o grupo atuava na exploração de areais na Baixada Fluminense e estariam ligados a homicídios praticados com o objetivo de tomar companhias concorrentes. O DGCOR analisa também como uma empresa teve seus negócios assumidos pela Macla após um assassinato. A Castilho Alves, empresa de terraplanagem e extração de saibro, teve seu proprietário Alexsander de Castro Santos, assassinado em junho de 2014 pelo chefe da milícia Liga da Justiça, Marcus José de Lima Gomes, o Gão. A conclusão foi da Delegacia de Homicídios da Capital. Na investigação, a polícia conseguiu o bloqueio e sequestro de aproximadamente 11 milhões de reais.

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