PM culpa traficantes por tiroteios perto de escolas em Niterói

Anderson Carvalho

Conforme levantamento feito pela Fundação Municipal de Educação (FME) divulgado esta semana, desde 2016, 23 dos 21 estabelecimentos da rede pública de ensino de Niterói tiveram aulas interrompidas 56 vezes devido a tiroteios, operações policiais e confrontos entre quadrilhas rivais de traficantes de drogas, deixando 8.346 estudantes – de um total de 28.275 – em perigo. O 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento em Niterói e Maricá, responsabiliza os criminosos pela situação. “Somos recebidos à bala quando chegamos em zonas de conflito”, declarou o comandante do batalhão, coronel Márcio Rocha.

“O problema é comum nas escolas que ficam em áreas de risco na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ocorrem devido a tiroteios entre quadrilhas de traficantes em disputa de território e ações policiais em combate à violência. Nós procuramos sempre que possível fazer operações fora dos horários de entrada e saída das escolas e fora das vias onde elas ficam. As nossas ações seguem um planejamento que leva em conta os estabelecimentos de ensino. Evitamos conflitos perto de colégios para diminuir os riscos”, garantiu Rocha.

“Fazemos operações diariamente conforme o nosso planejamento e levando em conta todos os fatores”, contou o comandante.

As escolas afetadas concentram-se em sua maioria nos bairros do Caramujo, Engenhoca, Vila Ipiranga (Fonseca), Barreto e Morro dos Marítimos. Como a Escola Antinéia Silveira de Miranda e a José Anchieta, no Caramujo; Adelino Magalhães e Infantte Dom Henrique, na Engenhoca, e a Professor Horácio Pacheco, no Cantagalo. Ao todo, 17 ficam na Zona Norte, cinco na região de Pendotiba e apenas uma na Zona Sul.

A prefeitura respondeu que a questão da segurança compete ao Estado. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino – Núcleo Niterói (Sepe) informou que reivindica o fim das operações que provocam tiroteios no entorno das escolas no horário das aulas. Além disso, cobra a criação e pagamento de um adicional salarial de difícil provimento para lotação em área de risco como forma de compensar os profissionais que trabalham em situação adversa.

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