Plataformas da Petrobras com dezenas de trabalhadores contaminados pelo coronavírus

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou um balanço, do Ministério de Minas e Energia (MME), de que 806 trabalhadores da Petrobras (incluindo terceirizados) estariam contaminados pelo coronavírus em diversas plataformas. A periculosidade de contaminação fez a instituição denunciar o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O grupo pede mudanças para evitar o contágio com o fornecimento de equipamentos de segurança já que as máscaras são impróprias; além de testes para todos os trabalhadores.

Além disso seriam 1.642 casos suspeitos e seis óbitos dentro da categoria. Ainda de acordo com a FUP somente na Bacia de Campos, segundo dados repassados pela Petrobrás ao Sindipetro-NF, há 112 casos confirmados de Covid-19 e 101 suspeitos. Além do terminal terrestre de Cabiúnas, há contaminados e casos suspeitos nas plataformas PCE-1, PNA-1, PNA-2, P-09, P-12, P-18, P-20, P-26, P-31, P-33, P-35, P-37, P-40, P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-54, P-61, P-62, P-63 e FPSO Cidade de Niterói.

A Petrobras, por sua vez, informou que atualmente, ‘222 empregados (em um total de 46.416) estão em estágio ativo da doença confirmado por teste; todos estão em quarentena e monitorados por nossas equipes de saúde. Outros 474 estão com suspeita, também em quarentena, aguardando diagnóstico por teste. Reforçando nosso compromisso com o cuidado e proteção aos nossos colaboradores, incluindo seus familiares e pessoas próximas, a Petrobras não vai informar quando algum colaborador tiver confirmação ou complicações decorrentes da Covid-19. Entendemos que é natural, neste momento de crise sem precedentes, que nossos colaboradores e públicos de interesse demandem informações sobre casos suspeitos, confirmados e, eventualmente, graves relacionados ao coronavírus. Porém, a companhia entende que, em linha com nosso valor de respeito às pessoas, a garantia da privacidade e do sigilo se sobrepõe nessas situações’.

“Reivindicamos a participação de representantes dos trabalhadores no comitê de combate à doença criado pela empresa. Sugerimos a implantação imediata de testes nos petroleiros, principalmente nos que trabalham embarcados. Sugerimos a interrupção da produção por um período de 15 dias, dado os estoques altos da Petrobras, para evitar a disseminação da doença. Sugerimos medidas de controle e higienização nos transportes terrestres e aéreos. Sugerimos que a empresa mantivesse em casa trabalhadores dos grupos de risco. Nada disso foi atendido pela diretoria da Petrobrás”, pontuou o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

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