Planos de saúde registram queda em Niterói e SG

Raquel Morais –

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgaram números mostrando que houve aumento da contratação de planos de saúde no Estado do Rio. No entanto, em Niterói e São Gonçalo amargaram queda. Maricá foi o único município da Região Metropolitana que apresentou crescimento do número de beneficiários.

O levantamento de Niterói mostrou que a cidade em maio de 2017 tinha 294.713 contratos de planos de saúde e no mesmo mês de 2018 esse número caiu para 282.011, queda de 4,30%. Em São Gonçalo a situação é a mesma: queda de 2%, de 256.254 para 251.123 nos mesmos meses. A cidade de Itaboraí também teve declínio, diminuindo de 30.626 em 2017 para 30.506 em maio de 2018. E Rio Bonito também caiu de 10.039 contratos em maio de 2017 para 9.692 em maio de 2018, o que representa deficit de 3,45%.

Já em níveis estaduais, de acordo com o IESS, o total de beneficiários aumentou apenas 0,1% na análise dos mesmos meses, o que representa 66 mil novos vínculos firmados nesse período. “Claro que qualquer variação positiva é benéfica para o setor. No entanto, os sucessivos aumentos de 0,1% no período de 12 meses representam, antes de mais nada, uma tendência à estabilidade”, alerta Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS.

“Ainda não vislumbramos um ponto de virada. O crescimento acima de 1% no número de novos vínculos só deve ocorrer em meados de 2019”, afirmou.

Futuro – A ANS divulgou um relatório em que explica que as operadoras de planos de saúde devem gastar R$ 383,5 bilhões com assistência de seus beneficiários em 2030. O montante representa um avanço de 157,3% em relação ao registrado em 2017 e acende uma luz amarela, de alerta, para o setor. O número de beneficiários projetados para 2030 é de 51.6 milhões, valor 8% superior ao de 2017. A internação, maior representatividade de gastos com saúde, aumentará sua ocorrência até 2030 passando de 8,7 milhões para 10,4 milhões de internações. Esse aumento é impulsionado pelo crescimento do número de beneficiários idosos.

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