Placas de sinalização deverão alertar sobre presença de ciclistas em rodovias

Raquel Morais –

É inegável a adoção da bicicleta como meio de transporte em Niterói, mas para que a relação motorista-pedestre-ciclista aconteça de forma positiva, é preciso mais regras. Nesse contexto entram as ciclovias, ciclofaixas, estacionamentos específicos e até mesmo sinalização, horizontal e vertical, para alertar os envolvidos. Pensando nisso o deputado Bruno Dauaire (PR) criou o projeto de lei 1.372/16, que está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Com a lei, o parlamentar quer obrigar a instalação de placas de sinalização que alertem sobre a presença de ciclistas nas rodovias administradas pelo poder público ou por concessionárias. Ainda conforme texto, as placas deverão ser instaladas onde for mais comum a presença de ciclistas, principalmente nos trechos urbanos. “Já há sinalização especial para trechos onde animais silvestres costumam cruzar as pistas, então, esta pode ser uma forma de ajudar a diminuir os acidentes com ciclistas”, afirmou.

Se a normativa for aprovada, quem não obedecer a lei sofrerá multa diária de 10 mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 32 mil, até que a placa seja instalada. O texto autoriza o Executivo a criar um canal de comunicação com os usuários das rodovias para que denúncias possam ser feitas. O deputado diz que o número de acidentes envolvendo ciclistas vem aumentando e a sinalização pode ajudar a prevenir esses casos. “Eu acho que a iniciativa é muito boa, pois as pessoas devem ver a bicicleta como um meio de transporte. O ciclista deve ter direitos e também deveres, de respeitar as sinalizações e as outras pessoas”, comentou Marlon Moraes, de 28 anos.

No mês do Maio Amarelo, o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) reforça a importância da discussão do tema, já que somente no Rio, em 2016, 36.726 pessoas foram vítimas (entre feridos e mortos) nas estradas e ruas do Estado, conforme dados do próprio departamento e do Instituto de Segurança Pública (ISP). Já de acordo com a Organização Mundial de Saúde no ano passado, a taxa foi de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes no Brasil.

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