PL JÁ É O PARTIDO COM MAIOR DOMÍNIO NO RJ

PL JÁ É O PARTIDO COM MAIOR DOMÍNIO NO RJ

O Partido Liberal agora conta com 2 senadores e detém o comando de 18 municípios no Estado do Rio de Janeiro, embora tenha saído do último pleito municipal com a metade deste número, tendo sido superado pelo PSC que havia elegido 11 prefeitos ainda sob influência de Wilson Witzel.

Com o seu avanço, dois partidos perderam os únicos prefeitos eleitos em 2020. O Avante só contava com o capital Nelson, de São Gonçalo, e a Rede Sustentabilidade com Gutinho, no pequeno município de Areal.

No interior fluminense, era comum quem estivesse no poder estadual e influência nacional, eleger a maioria dos prefeitos. Assim aconteceu com o PSC empolgado com a eleição de Wilson Witzel para governador. Seu partido chegou a obter a maioria de 11 conquistas e poderia ter ido além se o ex-juiz não tivesse sido afastado.

O PP vivia da influência do senador Arolde de Oliveira com apoio das máquinas estadual e federal, além dos sues meios de comunicação. Chegou a eleger nove prefeituras. O veterano político faleceu no ano passado, e a sua vaga no Senado passou a ser ocupada por Carlos Portinho, que trocou o partido pelo PL, como o fez o senador Romário, deixando vazio o Podemos e tendo a garantia de ser candidato à reeleição em 2022, quando estará em disputa apenas uma das três vagas cabíveis ao Estado. A outra é ocupada por Flávio Bolsonaro, do Republicanos, partido que elegeu apenas cinco e perdeu o prefeito de Armação dos Búzios para o PL.

O partido, que teve figuras como Raul Pila e Álvaro Valle está crescendo sob o comando do deputado federal Altineu Côrtes, oriundo de família de forte presença política no Estado desde os anos 60.

O fim dos mandatos com baixa votação

O Congresso Nacional está discutindo a realização de uma reforma eleitoral a ser aprovada até outubro para valer na eleição de 2022.

No momento, o tema central é a implantação ou não do “Distritão”, sistema pelo qual serão eleitos parlamentares os que obtiverem as maiores votações, para impedir o sistema atual em que um candidato com 1,2 mil seja declarado eleito enquanto outro com o triplo da votação não tenha conquistado o mandato.

Com o novo sistema, serão favorecidos os candidatos com maior exposição na mídia ou detentores de maior poder de aliciamento.

É uma polêmica antiga como a proposta do PT de implantar o voto em “Lista Fechada”, por partido, quando Lula dominava o cenário nacional.

Partidos estão acabando

Bolsonaro não conseguiu elevar para 34 o número de agremiações partidárias.

Não lhe faltarão abanadores para o calor sucessório, mas o leque partidário está fechando, fase iniciada com a instituição da “cláusula de barreira” que limitou a atuação dos partidos de baixa aceitação nas eleições para o Congresso.

Na última eleição municipal, a inflação de partidos foi testada, com a demonstração de falta de representação nacional na maioria deles.

Dos 33 existentes, ocorreram casos em que apenas quatro apresentaram candidatos aos Executivos em seus municípios.

Num município do porte de Niterói, só nove legendas apresentaram candidatos à prefeitura.

Nos 92 municípios fluminenses apenas, 18 deles apresentaram nomes ao eleitorado, mas apenas sete elegeram prefeitos, apoiados por coligações com outras agremiações.

A coligação para vereadores acabou. Resta saber se a regra será ampliada para os cargos executivos,

Cantareira perde o “Bar do Renato”

Destacado pela preferência da boemia universitária e já tendo sido ponto de convergência de politicos e intelectuais, o “Bar do Renato”, na Praça Leoni Ramos, encerrou as suas atividades.

O bairro contava com quase 20 bares, restaurantes e pensões mas está com a grande maioria das lojas fechadas há mais de um ano. Entre elas, a maior pertence ao Sintuff, há mais de 15 anos sem uso.

Sobre a sua decisão, Renato Cruz retratou o permanente quadro de abandono do bairro que foi o centro de veraneio da Realeza e hoje é uma “capital da pobreza”

Para ele a crise econômica e a pandemia, cada qual, contribuiu com 25% para a derrocada comercial do bairro, onde não há banheiro público e muita concentração de “sem teto”, desocupados etc, substituindo as avalanches temporárias de ambulantes, observou que um ex-prefeito havia decretado: “Em São Domingos a desordem é a ordem”.

Muita gente não usou o direito à vacina

Um balanço do total da população niteroiense com mais de 67 anos de idade indicou ser muito grande o número de cada faixa etária idosa que não usou o direito à vacinação nas datas assinaladas no calendário referente a cada ano de vida.

Vai ser preciso fazer uma segunda chamada pois estima-se que a taxa de ausentes, por faixa etária, esteja perto dos 50%.

Niterói está atingindo a marca dos 100 mil vacinados com a primeira dose, incluída a grande legião dos classificados como trabalhadores na área da saúde.

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