Piscina abandonada aumenta risco de dengue e zika em Piratininga

Raquel Morais

Na Rua Professor Sílvio de Melo, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, uma residência abandonada está preocupando os vizinhos. Há cerca de oito meses, os proprietários da casa não fizeram mais a manutenção de uma grande piscina. Ela permanece cheia, suja e pode ser um grande foco para o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunha.

A dona de casa Ana Silvia, de 54 anos, disse que se preocupa com essa situação pelo medo das doenças transmitidas pelo mosquito. Além da piscina abandonada, o mato alto também facilita a formação de poças e possível proliferação do vetor. “Eu queimo caixa de ovo no quintal para espantar os mosquitos e acordo e durmo passando repelente. Essa situação é muito ruim pois não podemos controlar nossos vizinhos e o mosquito que meu vizinho facilita a criação, vem na minha casa me picar”, apontou.

O aposentado Lafaiete Álvares, 77 anos, informou que no espaço já funcionou uma empresa de jardinagem, mas os vizinhos não conhecem o dono do imóvel. “Já tentei saber quem morava nessa casa e até hoje nunca vi nenhuma mudança. O portão é fechado e não conseguimos fazer nada para reverter essa situação, por isso precisamos de ajuda”, desabafou o morador, que não quis ser identificado.

A Prefeitura de Niterói informou que agentes do Centro de Controle de Zoonoses irão ao local para vistoria e avaliação da situação, para então tomar as medidas cabíveis. Para imóveis fechados, há um decreto que determina que, quando identificados riscos, os proprietários sejam notificados e, caso não tomem providências, há possibilidade de entrada legal dos agentes na propriedade, além da aplicação de multa.

CASOS DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUYA
Segundo informe da administração municipal, em 2017 foram notificados 14 casos suspeitos de dengue, 17 de zika e 12 de chikungunya. Em dezembro, na mesma ordem, foram registrados 19, seis e cinco. A nota ainda frisou que é importante observar que os dados estão sujeitos à revisão, já que, quando há atualização no sistema, novos casos de meses anteriores podem surgir.

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