Piloto de avião niteroiense pode ser preso em Dubai

O piloto de avião e ex-surfista de Niterói Luiz Lovasz, de 61 anos, vive um drama no Emirados Árabes Unidos. Ele pode ser preso a qualquer momento no país asiático. O motivo é uma dívida com o banco Emirates NBD, de Dubai, no valor de AED 200.000 (cerca de R$ 310 mil). Além da dívida, o comandante tem outro problema: um tumor no cérebro.

A história começa quando ele perdeu o emprego na companhia aérea FlyDubai, onde pilotava aeronaves do modelo Boeing 737 Max com a paralisação das atividades da companhia.

Segundo o site Detained in Dubai, que dá assessoria jurídica ao brasileiro, ele recebia linhas de crédito e hipotecas em valores altos dos bancos locais. O Emirates NBD é conhecido por ser agressivo com os inadimplentes.

Ao mesmo tempo em que vivia uma crise financeira, Luiz descobriu um tumor no cérebro e foi submetido a um caro tratamento médico. Com isso, não conseguiu pagar pelo empréstimo. O banco então abriu um processo criminal, proibindo a saída de Luiz dos Emirados Árabes Unidos.

O niteroiense até conseguiu voltar a trabalhar como piloto, mas só poderia aceitar a oferta de trabalho com o consentimento do banco.

Ele deveria comandar voos diários dentro do Golfo Pérsico, retornando ao país no mesmo dia. Entretanto, o banco recusou-se a remover a proibição de viagens.

“Eu estava em Frankfurt (Alemanha) quando contei ao banco sobre a minha nova oferta de emprego. Eles me esperaram voltar voluntariamente a Dubai e iniciaram este processo contra mim. Foi uma armadilha armada pelo banco. Eles sabiam que minha situação financeira não era boa depois de todas as despesas médicas que tive para tratar o meu tumor cerebral”, disse Luiz Lovasz.

A situação do niteroiense ainda pode piorar.

“Estou seriamente sem dinheiro. Em poucos dias não terei dinheiro para comer, para pagar por uma acomodação e minha família também está lutando, pois depende de mim para sobreviver. Esta situação é cruel”, afirmou.

Na última semana, o piloto compareceu ao tribunal, onde explicou, através de uma carta, como tudo ocorreu. Ele pediu clemência, porém deve ir para a prisão nesta segunda-feira (8), quando deverá acontecer o julgamento.

O site que assessora o piloto niteroiense afirmou que trata-se de uma questão humanitária grave e que está levantando o caso com diplomatas dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil para que possa haver um desfecho feliz para o piloto de Niterói.

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