Pfizer faz nova oferta ao governo para 2022

Após toda a polêmica envolvendo a aquisição de suas vacinas, a Pfizer apresentou recentemente uma nova oferta ao governo brasileiro, desta vez com foco em 2022. Diante da provável necessidade de reforço contínuo da imunização contra a covid-19, a farmacêutica americana já entrou em contato com o Ministério da Saúde para saber do interesse na continuidade do fornecimento no ano que vem.

Uma reunião deve ser realizada na próxima semana para que os detalhes da proposta sejam discutidos, como volume de doses e cronograma de entregas. Procurada, a Pfizer informou que não comenta negociações com o governo.

Ao menos oficialmente, o país já garantiu todas as doses necessárias para a vacinação da população neste ano. O número mais atualizado do ministério fala em pouco mais de 660 milhões de doses firmadas, o que seria suficiente para três doses por pessoa. Apesar de ainda não estarem concluídas, pesquisas científicas indicam, contudo, que haverá necessidade de reforços anuais na vacinação.

Aceleração de vacinação no Rio depende de Ministério

O secretário de Saúde da cidade do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, informou que possível nova aceleração de calendário de vacinação contra covid-19, na capital fluminense, depende do Ministério da Saúde – responsável por distribuição de doses do imunizante.

Ele fez a observação no jornal “Bom dia Rio” da TV Globo essa manhã. Ao lado do secretário Municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, Soranz acompanha nessa quarta-feira vacinação de profissionais de educação, prevista para essa semana na cidade e foi questionado sobre adiantar novamente vacinação contra a doença, por faixas de idade. Isso porque, na semana passada, o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes (PSD) organizou aceleração de processo de imunização contra covid-19.

“Temos a vacina da Janssen para chegar” lembrou ele, citando o nome da farmacêutica produtora de vacina contra covid-19. Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga informou à CPI da Covid em Brasília que chegam, ao Brasil, três milhões de doses desse tipo de imunizante, cuja farmacêutica é uma divisão da multinacional da Johnson & Johnson.

Queiroga, na ocasião, disse que as vacinas da Janssen devem chegar com validade próxima a expirar, e por isso o prazo de uso das doses é de até 27 de junho. Assim a estratégia do ministério é que sejam distribuídas rapidamente. “Mas por enquanto vamos manter calendário tradicional [previsto]” acrescentou Soranz.

Queiroga confirma que vacinas da Janssen chegarão com prazo perto da validade

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou à CPI da Covid, nesta terça-feira, que as 3 milhões de doses da vacina da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, chegarão ao Brasil perto do prazo de validade. De acordo com o ministro, o prazo para utilização do imunizante é até 27 de junho e, por isso, o governo terá de elaborar uma estratégia para fazer a distribuição da vacina num período “muito rápido”.

“Em relação à questão da Janssen, é procedente. É um prazo mais curto e isso foi pactuado com o PNI (Programa Nacional de Imunização), com o Conass e Conasems. E entendemos que temos que fazer uma estratégia para aplicar essas três milhões de doses num prazo muito rápido para não correr o risco de vencer vacinas. O prazo é 27 de junho”, explicou.

Questionado sobre qual a previsão de chegada das vacinas, o ministro explicou que isso depende da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos. “Quando o FDA der o posicionamento, aí a vacina pode vir. Naturalmente que se tardar esse posicionamento do FDA essas 3 milhões de doses podem não ser mais úteis para nós por conta da exiguidade do prazo”, complementou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 4 =