PF realizará novo exame balístico para esclarecer de onde partiu o tiro que matou adolescente João Pedro

A Polícia Federal (PF), atendendo a pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ), realizará um novo exame de confronto balístico para tentar identificar de onde partiu o tiro que atingiu e matou o adolescente João Pedro Mattos Martins, de 14 anos, no dia 18 de maio, durante uma operação policial realizada no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

O adolescente estava com amigos numa residência na comunidade, no momento que agentes da Polícia Civil e Federal realizavam uma operação conjunta para prender traficantes. Ao invadirem o imóvel onde estava João Pedro, o adolescente foi baleado quando vários tiros foram disparados no interior da casa. Na ocasião, os agentes informaram que perseguiam criminosos que supostamente teriam invadido a casa e trocado tiros com eles.

João Pedro foi atingido pore um tiro de fuzil, calibre 5.56, o mesmo usado pelos agentes.O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do MPRJ, que atua no caso, concordou com o pedido da Defensoria Pública estadual (DPRJ) para uma nova análise e fez o requerimento à PF. O pedido da Defensoria Pública se baseia no fato que o laudo anterior, fornecido pela Polícia Civil, foi considerado inconclusivo.

“A gente espera que através do Instituto Nacional de Criminalística da PF, talvez com mais recursos, eles consigam chegar ao resultado conclusivo. Porque é uma prova importante pra esclarecer de qual arma que partiu o disparo que matou o João Pedro. “Os peritos fazem disparos com as armas, que vão ser comparadas, e aí verificam as marcas que são deixadas pra fazer essa comparação com a que foi encontrada no corpo de João Pedro, pra ver se as marcas são iguais às do projétil que ficou no corpo”, afirmou o defensor público Daniel Lozoya, subcoordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos.

Mesmo sem um resultado conclusivo do confronto balístico, em junho investigadores acreditavam ser possível constatar de qual arma teria partido o tiro a partir da reconstituição. A reprodução simulada chegou a ser marcada para o dia 9 de junho, mas não foi realizada. Atualmente, a Defensoria espera que outra data ainda seja definida. No fim do mês de junho, a Polícia Civil do Rio determinou que o titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), delegado Allan Duarte, não participe da reconstituição da morte do adolescente.

A decisão foi em decorrência de que Duarte esteve na casa onde o jovem foi baleado momentos depois do crime, em 18 de maio. A partir de então, quem passou a ser responsável pela conclusão do inquérito e condução da reprodução simulada foi o delegado Leonardo Afonso, também da especializada.

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