PF diz que UNIRIO não comunicou ameaça de massacre

A Polícia Federal afirmou, na manhã desta terça-feira (21), não ter sido comunicada sobre a ameaça de massacre que levou à suspensão de atividades presenciais em unidades da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Outras forças de segurança, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, também disseram não terem sido informadas.

Em nota, a PF disse que “até o presente momento, não foi comunicada”. Na segunda-feira (20), a Polícia Civil já havia informado que uma eventual investigação é de atribuição da PF. Enquanto isso, a PM também disse “não teve nenhum registro nesse sentido”. Entretanto, a Reitoria havia afirmado que levou o caso ás forças de segurança.

A UNIRIO manteve suspensas, nesta terça-feira (21), atividades presenciais em unidades na Avenida Pasteur, Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro, após ameaças de massacre que teriam sido feitas por um estudante. O caso foi divulgado pela Reitoria da instituição, no último domingo (19).

As unidades afetadas são o Centro do Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), o Centro de Letras e Artes (CLA), o Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH) e o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), além da Biblioteca Central e do Restaurante Escola.

Ainda de acordo com a universidade, a medida é fruto de entendimento entre a Reitoria e as unidades. A UNIRIO se manifestou, por meio de comunicado oficial, confirmando a continuidade da suspensão das atividades e classificou a situação como “questão de risco”.

“A Reitoria da UNIRIO, mantendo o acompanhamento e as diligências necessárias ao equacionamento sobre a questão de risco disposta anteriormente e, ainda, em entendimento com os Decanos mantém a suspensão das atividades presenciais nos campi 436 e 458, nesta terça-feira, 21 de junho.”

Segundo informações extraoficiais, o autor das ameaças seria um estudante do curso de Sistemas de Informação. Por meio da plataforma YouTube, ele teria publicado vídeos dizendo que faria um “massacre usando armas” na universidade. Além disso, o suspeito também teria se manifestado usando termos misóginos e racistas.

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