PF cumpre mandados de busca e apreensão em Niterói

A Polícia Federal realiza nesta manhã (20) uma ação em conjunto com o Ministério Público Federal para cumprir mandados de busca e apreensão referentes a fase 77ª fase da Operação Lava Jato. Em Niterói serão cumpridas duas das ordens judiciais e na capital do estado do Rio, cinco. Chamada pelo nome de Sem Limites IV, a ação tem participação de 40 policiais e objetivo de aprofundar as investigações acerca de práticas criminosas cometidas na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização.

Todos os mandados de prisão foram cumpridos e foram apreendidos 13 celulares, seis notebooks, dois tablets, 13 pendrives, além de agendas, cadernos com anotações e documentos diversos como recibos, contratos e outros.

As investigações relativas a este desdobramento tiveram início em sequência a deflagração da 57ª fase da Operação Lava Jato. Os alvos dos mandados de hoje são ex-agentes públicos investigados pela venda de informações privilegiadas e favorecimento de empresas estrangeiras em negociações envolvendo os mais diversos tipos de produtos negociados, como óleo combustível, querosene de aviação, diesel, derivados de petróleo e gasóleo de vácuo. As medidas cumpridas hoje buscam cessar essas práticas ilícitas, aprofundar o rastreamento de propinas e a conclusão da investigação policial em todas as suas circunstâncias.

Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

A fase 57ª fase da Operação Lava Jato, que originou a deflagração feita hoje, realizou no final de 2018 buscas e apreensões de integrantes de organização criminosa responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.Após oferecimento de acusações criminais, um ex-funcionário da Patrobrás diretamente envolvido no esquema e um ex-executivo de uma grande empresa estrangeira também investigada celebraram acordos de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Com base nos relatos, em evidências apresentadas e análise de provas já existentes, a PF identificou que ao menos seis agentes públicos, até então desconhecidos das investigações, tiveram participação direta no esquema ilícito perpetrado nas operações de trading da Petrobrás.

Um deles, se encontra atualmente empregado e em exercício na estatal, trabalhava diretamente na área logística da Diretoria de Abastecimento e era responsável, por vezes, em gerar artificialmente demandas que justificassem novas operações comerciais de compra e venda pela Patrobrás junto às tradings companies estrangeiras. Com isso, pagavam-se comissões aos intermediários envolvidos e que, posteriormente, repassavam os valores aos agentes públicos, inclusive para os demais ex-funcionários públicos investigados nesta fase.

Em todos esses casos, os investigados recebiam vantagens indevidas calculadas na quantidade de produto negociado. A investigação policial recebeu o nome de Operação Sem Limites III por vinculação direta com as investigações da Operação Sem Limites (57ª fase), Sem Limites II (71ª fase) e Sem Limites III (76ª fase), as quais fazem alusão à transnacionalidade dos crimes praticados que ocorreram a partir de operações comerciais envolvendo empresas estrangeiras e com pagamentos de propina no exterior.

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